Sindicatos Médicos:

 
Você não está logado
Entrar | Cadastrar

Médicos aguardam decisão da Justiça para entrar em greve em Prudente



25/11/2013
O Sindicato dos Médicos de Presidente Prudente (Simepp) ajuizou nesta semana um pedido para representar os profissionais da área que atuam nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da cidade. Caso a resposta da Justiça seja positiva, a categoria pretende entrar em greve. O processo tramita na Vara da Fazenda Pública do Fórum local.

A solicitação na Justiça é devido ao fato de os médicos pertencerem ao quadro de servidores municipais e, dessa forma, estarem representados pelo Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Presidente Prudente e Região (Sintrapp).

Entretanto, o Simepp afirmou os médicos "foram abandonados", fato negado pela presidente do Sintrapp, Ana Lúcia de Mattos Flores. "Fomos procurados, já demos encaminhamento sobre as reivindicações e estamos aguardando o posicionamento da Prefeitura. Foi explicado que o sindicato representa todas as categorias e que existem mobilizações antes dessa. Estranho essa atitude", disse Ana Lúcia.

O advogado do Simepp, Teddy Carlos Ribeiro Negrão, ressaltou que o Sintrapp foi convidado para assembleias dos médicos. "Contudo, ninguém compareceu e essa atitude foi entendida como uma negativa por parte deles", salientou.

Também conforme o Simepp, atualmente são cerca de 90 médicos que atuam nas UBSs. "Se a Justiça aceitar o pedido de representação, haverá uma reunião e vamos encaminhar um ofício à Prefeitura e, se nada for resolvido, em 72 horas terá início a greve", pontuou Negrão. O advogado informou que não há uma previsão de data para a Justiça responder ao pedido.

Representação

Na ação, o advogado aponta que, já há mais de 90 dias sem conseguirem o apoio do Sintrapp, os médicos servidores públicos municipais procuraram ajuda junto ao Sindicato dos Médicos, "mesmo porque para este também pagam a Contribuição Sindical obrigatória".

Outra questão abordada na ação é a de que o estatuto do Sindicato dos Médicos de Presidente Prudente assegura a todos os médicos estabelecidos nos municípios integrantes de sua base territorial de representação que angariem seu sustento com o exercício da medicina, seja em atividade pública ou privada, o direito de sindicalização.

A ação indica que o Sintrapp se negou veementemente em apoiar os médicos em seus anseios e, diante desta negativa, o Sindicato dos Médicos vem acompanhando e dando apoio, realizando algumas assembleias e reuniões junto à comissão de médicos que se formou para representar a categoria. Além disso, informa que em assembleia para apresentação da resposta dada pela Prefeitura optou-se, por maioria expressiva de votos, pela paralisação dos serviços, com cronograma e data de início a ser definida.
"Para a lisura do movimento, mister se faz que os médicos servidores públicos municipais estejam devidamente representados por entidade sindical e, diante da negativa do Sintrapp em representá-los, restou tão somente ao Sindicato dos Médicos que o faça", afirma.

A medida cautelar pede à Justiça que reconheça o Sindicato dos Médicos de Presidente Prudente como entidade sindical representante dos médicos funcionários públicos municipais para orientar e coordenar possível movimento de paralisação, negociar possíveis acordos, "enfim, percorrer todos os caminhos necessários para o bom entendimento entre os médicos funcionários públicos do município e a Prefeitura".

Reivindicações e resposta

Em agosto deste ano, uma comissão de médicos da rede municipal de saúde, junto ao Simepp, enviou um ofício/requerimento de "Melhoria de condições de trabalho e reajuste salarial", para a Secretaria Municipal de Saúde. O documento também solicitava uma audiência com os representantes da pasta.
Dentre as reivindicações, estão melhoria nas condições de trabalho, adoção de plano de carreira, abono de falta, revisão do Prudenprev, contratação de segurança privada para atuação nos Pronto-Atendimentos e aumento do piso salarial para R$ 10.412 para jornada de 20 horas semanais, de acordo com a Federação Nacional dos Médicos (FENAM).

O secretário municipal de Saúde, Sérgio Luiz Cordeiro de Andrade, respondeu ao ofício no dia 24 de outubro. Dentre os pedidos, apenas a contratação de seguranças está em "estudos avançados para em conjunto com a Polícia Militar implantar o plano de atividade delegada ao município, aí teremos policiais fardados nos PAs".

A secretaria justificou todos os pedidos e, a respeito do aumento salarial, alegou que a quantia pedida "é o salário ideal, mas como sabido de todos é impraticável devido aos muitos serviços públicos que o município tem de oferecer".

Contudo, na resposta, Cordeiro relembrou que o Executivo alterou a referência salarial dos médicos da rede municipal, o que resultou num aumento de 32% nos vencimentos.

A Prefeitura complementou dizendo que a "questão salarial especialmente na Administração Pública deve ser analisada em respeito ao princípio da isonomia", ou seja, caso o reajuste fosse aprovado, as demais categorias teriam o direito de aumento salarial.
Fonte : Portal I Fronteira



Avalie este conteúdo
Se você achou esse conteúdo interessante deixe seu voto clicando no botao "gostei". Os conteúdos melhor avaliados ficam em destaque para os outros usuários.


Este conteúdo tem 894 visitas

Para votar, você precisa estar logado no site.


Comentários


Deixe seu comentário






Digite as letras que você vê na imagem ao lado:



Interatividade
Nossos canais na Web 2.0
 
Informativo eletr�nico
Cadastre-se e receba por email as not�cias da









Caso seja mais de um amigo, separe os emails por vírgula.

Para votar, você precisa estar logado no site.


Desenvolvimento: RBW Comunicação |
© Federação Nacional dos Médicos - FENAM (2008)