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SC: salas de cirurgias fechadas impedem ortopedistas de trabalhar


Foto: SIMESC
SC: salas de cirurgias fechadas impedem ortopedistas de trabalhar
Salas de cirurgia foram transformadas em depósitos e outras nem sempre funcionam por completo.


05/11/2013
Profissionais convivem ainda com enormes filas de espera e unidade superlotada. Direção vem sendo notificada desde 2010. Duas salas de cirurgia foram transformadas em depósito e outras sete não funcionam em plena capacidade.

O Sindicato dos Médicos do Estado de Santa Catarina (SIMESC) recebeu um dossiê dos médicos ortopedistas do Hospital Regional Homero de Miranda Gomes, em São José, em que relatam as dificuldades encontradas para prestar atendimento à população na unidade de saúde. De acordo com os profissionais a situação está insustentável pela falta de salas de cirurgias ativas e recursos humanos.

Os médicos explicam que faltam anestesistas e seria necessária a contratação de pelo menos mais nove médicos ortopedistas. Os profissionais relatam que o maior problema são as duas salas de cirurgia que foram transformadas em depósitos e as outras sete salas que nem sempre funcionam por completo. O resultado é que aproximadamente 70 pacientes estão internados no hospital esperando por cirurgia. Como o hospital não tem leitos para atender a demanda, muitos ficam internados em poltronas na sala de acolhimento por até 40 dias, local inadequado para abrigar um paciente traumatizado.

"Em muitos casos aqueles pacientes que deveriam ser operados em no máximo 48 horas esperam por semanas. Essa situação faz com que eles corram riscos desnecessários. Quando abre uma sala temos que escolher qual paciente está mais grave pra operar, o que é um absurdo" relataram os médicos.

No documento entregue ao SIMESC os ortopedistas mostram que desde 2010 a direção do hospital vem sendo notificada sobre os problemas da unidade. O Conselho Regional de Medicina e Ministério Público também foram comunicados sobre a situação. Em julho de 2010 a justiça chegou a determinar que as salas de cirurgia fossem ativadas em um prazo de 45 dias com pena de multa diária de R$ 500 aos secretário de Saúde e superintendente dos hospitais da época.

"Essa situação constatada no hospital Regional comprova que de nada resolve ter médicos se não houver uma estrutura adequada para trabalhar", afirma o diretor de Assuntos Jurídicos do SIMESC, Gilbero Digiácomo da Veiga, que participou de reuniões com os ortopedistas.

"O SIMESC protocolou ao Conselho Regional de Medicina uma denuncia sobre o grave descaso que está ocorrendo na unidade. Medidas precisam ser tomadas com urgência", cobra o presidente do SIMESC, Cyro Soncini.
Fonte : SIMESC



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