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FENAM critica o exercício de profissionais do Mais Médicos reprovados no Revalida


Foto: Divulgação FENAM
FENAM critica o exercício de profissionais do Mais Médicos reprovados no Revalida
A entidade defende que todos os cidadãos brasileiros tenham direito à uma assistência de saúde comprovadamente de qualidade.


04/11/2013
Profissionais (48) que já atuam no Mais Médicos e se submeteram ao Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida) foram reprovados e hoje (04), as unidades básicas de saúde recebem mais 2,1 mil com diplomas estrangeiros admitidos na segunda fase do programa. A Federação Nacional dos Médicos (FENAM) critica o andamento da medida do governo que coloca em risco a segurança da população brasileira. A entidade defende que todos os cidadãos tenham acesso à uma assistência comprovadamente de qualidade e a lei 12.871 viola os direitos humanos por não possuir essa garantia.

"Lamentamos profundamente que profissionais sem a revalidação façam qualquer tipo de atendimento, mesmo sendo os mais simples. A justificativa do governo esconde que vai oferecer um serviço duvidoso para a população mais carente", explicou o presidente da FENAM, Geraldo Ferreira. Recentemente, foi conhecido o caso da investigação do médico argentino admitido pelo programa para atuar em Tramandaí (RS) e haveria prescrito uma dose exagerada de antibiótico a um paciente. Para Ferreira, novos erros estão por vir.

A primeira fase do Mais Médicos acabou no dia 13 de agosto e o Revalida foi aplicado no dia 25 de outubro, sendo apenas 9,72% dos candidatos selecionados. Pela lei 12.871, os profissionais diplomados no exterior selecionados pelo programa, passam a atuar com registros concedidos pelo Ministério da Saúde.

A avaliação consiste em três semanas de contato com professores de universidades federais e testes de conhecimento em língua portuguesa e protocolos de atenção básica do Sistema Único de Saúde (SUS). Já o Revalida, é um exame compatível com as exigências de formação correspondentes aos diplomas médicos expedidos por universidades brasileiras, com critérios de equivalência curricular e definição de aptidão para exercer a medicina no Brasil.

A FENAM é a favor da interiorização dos médicos, mas luta para que seja em moldes diferentes do que estabelece a lei 12.871. A entidade não desistirá que os profissionais cheguem a todas as regiões do país através da realização de concurso público com piso FENAM, implantação de carreira federal e melhor financiamento da saúde, assegurando condições adequadas de trabalho.

Mais 3 mil cubanos chegam ao Brasil

Nesta segunda-feira (04), mais 3 mil médicos cubanos chegam ao Brasil para participar do Programa Mais Médicos. O presidente da FENAM volta a afirmar que a insistência no trabalho de Cuba é relacionada à mão de obra explorada. "A política de trazer mais profissionais cubanos mostra o descompromisso do governo com a saúde e a lei trabalhista brasileiras. A FENAM não vai assistir a isso de braços cruzados", ressaltou.

A entidade vai continuar com ações na justiça para questionar as formas de trabalho no programa, como também a assistência que vem sendo oferecida à população. Nesta terça-feira (05), a FENAM terá nova reunião no Ministério Público do Trabalho, em Brasília.
Fonte : Fernanda Lisboa



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