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Em audiência, presidente da FENAM diz que saúde é tratada como moeda eleitoral pelo governo


Foto: André Oliveira
Em audiência, presidente da FENAM diz que saúde é tratada como moeda eleitoral pelo governo
"A medida trata da importação de mão de obra com caráter precário e sem direitos trabalhistas, utilizada como moeda eleitoral pelo governo", disse Geraldo Ferreira.


04/09/2013
Indicados pela bancada do partido Democratas, representantes de entidades médicas puderam expor sua posição acerca do Programa Mais Médicos em debate realizado na tarde desta quarta-feira (04), no Plenário da Câmara dos Deputados. A ocasião fez parte de um cronograma de audiências requisitado por parlamentares para analisar a MP 621/2013. Em sua exposição, o presidente da Federação Nacional dos Médicos (FENAM), Geraldo Ferreira, acusou o governo de não respeitar a lei e tratar a saúde como moeda eleitoral.

"Nós defendemos que se siga a legislação brasileira e realize concurso público para levar o médico ao interior. A medida trata da importação de mão de obra com caráter precário e sem direitos trabalhistas, utilizada como moeda eleitoral". Assista à íntegra na FENAM TV!

Deputados manifestaram apoiam à luta do movimento médico e questionam também o desrespeito à lei trabalhista do Brasil e o subfinancimento da saúde. Ronaldo Caiado (GO/DEM) disse que o discurso do ministro da saúde, Alexandre Padilha, sobre a concentração de médicos nos grandes centros, já havia sido mostrado pelas entidades médicas há anos. "A verdade é que nunca se teve prioridade em atender a população carente desse país. Esse projeto se trata de uma farsa, é político eleitoreiro".

Também foi contestada a contratação através da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) ter aparecido somente depois das emendas terem sido apresentadas. Outro convidado pelo DEM para dar seu depoimento, o médico cubano Carlos Rafael Jorge Jiménez, declarou que "quem apoia o governo de Castro, suja suas mãos de sangue". Segundo ele, o médico em Cuba trabalha entre 60/70 horas semanais e recebe em torno de 70 reais, aproximadamente 1 real por hora.

Falaram em nome do movimento médico sindical brasileiro: Paulo Argollo Mendes, presidente do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do SUL (Simers); o da Federação Regional Nordeste, José Menezes; o do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (Sinmed-RJ), Jorge Darze; o do Sindicato do Estado do Ceará (Simec), José Maria Pontes e o do Sindicato dos Médicos do Sergipe (Sindimed-SE), João Augusto.

Confira fotos da ocasião

Restante das audiências para debater a MP 621/2013:

Dia 10/09: sobre formação profissional, aumento de vagas de medicina, além da extensão do curso em dois anos a serem cumpridos, obrigatoriamente, no SUS.

Dia 17/09: sobre as relações de trabalho, a realidade na atuação do país, contrato com os profissionais e as condições dos médicos estrangeiros, em especial os de Cuba.

Fonte : Fernanda Lisboa



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