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RS: sindicato contesta Secretaria de Saúde de Porto Alegre sobre viaturas do SAMU


Foto: SIMERS
RS: sindicato contesta Secretaria de Saúde de Porto Alegre sobre viaturas do SAMU
O presidente do SIMERS exigiu explicações também sobre a utilização das viaturas para outros fins que não casos de urgência e emergência.


23/08/2013
O presidente do SIMERS, Paulo de Argollo Mendes, contestou a Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre sobre o número de ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) do município no programa Polêmica, apresentado pelo jornalista Lauro Quadros, da Rádio Gaúcha, desta quinta-feira, 22. A edição tratou sobre a morte de um idoso que não recebeu atendimento do serviço, mesmo após a solicitação da ambulância. O debate teve a participação do jornalista Manoel Soares, que presenciou o fato e o tornou público; do secretário municipal da Saúde Carlos Henrique Casartelli e do diretor do Pronto-Socorro Cruz Azul Nelson Tombini.

O programa, que tem como característica discutir temas controversos, questionou os convidados sobre a eficácia do serviço diante da falta de carros para prestar o atendimento com a pergunta: "Homem sofreu parada cardíaca e morreu sem ambulância para socorrê-lo. Dá para acreditar que o número de ambulâncias em Porto Alegre é suficiente?".

Diante da questão, o presidente do Sindicato indagou as declarações do secretário de saúde, que garante que não faltam ambulâncias no Samu e da coordenadora do serviço, Rosane Ciconet, que admitiu que seriam necessárias pelo menos mais quatro viaturas – hoje são 15, de acordo com a pasta. "Há uma grande confusão. O secretário desmente a coordenadora do Samu, a coordenadora desmente o secretário. Ela concorda que não havia ambulâncias disponíveis na ocasião e ele diz que havia. Estamos diante de um conflito de informações. Estão tendo dificuldades de se entender dentro da própria Secretaria de Saúde".

Outro ponto da situação é a postura do médico regulador, que atendeu a chamada do jornalista Manoel Soares e que não o teria orientado corretamente. Ao se deparar com o segurança e jardineiro Orlando Francisco Rodrigues da Silva, 70 anos, passando mal na rua, o repórter entrou em contato solicitando o atendimento do Samu e gravou a ligação.

Casartelli defendeu que o protocolo de regulação não foi seguido. "Não estavam faltando ambulâncias. Independente do número de ambulâncias, eventualmente a capacidade é esgotada. Mas se tem obrigação de orientar. Não estamos avaliando o profissional. O Samu tem regras e um padrão de atendimento que todos têm que seguir. Acredito e quero acreditar que foi uma situação de momento onde não foi seguido protocolo", disse.

Argollo exigiu explicações também sobre a utilização das viaturas para outros fins que não casos de urgência e emergência. "Se tem ambulância suficiente, o que está acontecendo? Temos um problema sério. O Samu é usado para transportar pacientes de posto para hospital, para exames, ou seja, temos várias utilizações dos carros que não deveriam estar acontecendo. Ambulâncias deveriam ser destinadas exclusivamente ao serviço de emergência", enfatizou o presidente do SIMERS.

se reúne com médicos do SAMU POA

A morte do jardineiro Orlando Francisco Rodrigues da Silva, 70 anos, ocorrida no Centro de Porto Alegre nessa terça-feira (20), colocou na mídia, de forma trágica, a situação de sobrecarga dos médicos do SAMU e a falta de condições de trabalho dos profissionais. O assunto foi discutido na reunião realizada na tarde de ontem (21) dos médicos do SAMU com o diretor do SIMERS, Jorge Eltz de Souza.

Abalados com a repercussão do caso na imprensa, os médicos relataram que a quantidade de trotes e ligações hostis aumentou. Eles denunciaram que convivem diariamente com o número insuficiente de ambulâncias, emergências fechadas e superlotadas, retenção de macas e falta de leitos hospitalares.

O grupo criticou a postura do secretário municipal de Saúde, Carlos Henrique Casarteli, que emitiu juízo de valor antes do resultado da sindicância aberta para apurar o fato de o médico afirmado não ter ambulância para enviar no momento do fato ocorrido.

Os médicos afirmaram que já denunciaram à Secretaria Municipal de Saúde inúmeras vezes sobre a falta de meios e seguem sem respostas ou ações para solucionar os problemas e a situação de carência no serviço.
Fonte : Imprensa FENAM



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