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FENAM realiza protesto contra vetos ao Ato Médico


Foto: Hoana Gonçalves
FENAM realiza protesto contra vetos ao Ato Médico
Durante o percurso de mobilização na Esplanada dos Ministérios, os manifestantes gritaram palavras de ordem, como: “derrubada dos vetos, sim ao ato médico”, “oh presidente, vê se me escuta, o ato médico é a conduta” e “fora Padilha”.


20/08/2013
O presidente da Federação Nacional dos Médicos (FENAM), Geraldo Ferreira, encabeçou nesta terça-feira (20), em Brasília, manifestação pacífica contra os vetos presidenciais à Lei 12.842, que regulamenta o Ato Médico. Engrossaram a marcha, que saiu do Ministério da Saúde em direção ao Congresso Nacional, caravanas de estudantes de medicina, residentes, médicos e presidentes de sindicatos de todo o país.

Durante o percurso de mobilização na Esplanada dos Ministérios, os manifestantes gritaram palavras de ordem, como: "derrubada dos vetos, sim ao ato médico", "oh presidente, vê se me escuta, o ato médico é a conduta" e "fora Padilha". A categoria criticava a postura da presidente Dilma Rousseff ao vetar trechos que determinavam que diagnósticos e a prescrição terapêutica seriam atividades exclusivas dos médicos. Com os vetos, outros profissionais, como nutricionistas, psicólogos e fisioterapeutas poderão atuar nessas atividades.

De acordo com o presidente da FENAM, não há acordo das entidades médicas para aprovação de texto alternativo vindo do Palácio do Planalto, a ser apreciado por parlamentares. "Nós defendemos a derrubada total dos vetos e não vamos recuar. Não fizemos e não queremos qualquer acordo. Não nos interessa uma saúde que os ricos têm direito e outra que os usuários do SUS não têm. Queremos uma saúde igualitária para todos", afirmou Ferreira.

Para o estudante de medicina Jorgiram Soares, da caravana de Alagoas (SE), ao longo dos anos o ato médico foi discutido e construído por várias partes envolvidas, mas alguns pontos importantes foram barrados, como o diagnóstico. "Acreditamos que a única formação que permite o diagnóstico preciso de doenças é a profissão médica. Nós ao longo da formação temos disciplinas clínicas que buscam o diagnóstico diferencial, sendo que em outras profissões não têm", explicou o estudante.

Segundo a presidente do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais, Amélia Pessoa, o protesto na Esplanada mostra qual é a força da categoria médica contra às recentes medidas anunciadas pelo governo "Nós viemos à Brasília esta semana para mostrar a nossa indignação quanto aos vetos da presidente. A nossa expectativa é pela derrubada, mas vamos manter a mobilização porque ainda temos a luta a travar contra a MP 621", ressaltou.

Ao final do protesto, o grupo parou em frente ao Supremo Tribunal Federal e aplaudiu a conduta do ministro Joaquim Barbosa durante a condução de ações contra corrupção. Os manifestantes disseram palavras de apoio, como: "ei, Joaquim vai até o fim", "chega de roubalheira, chega de corrupção, um salve para o ministro que não recua", em seguida grupo realizou uma salva de palmas.

Logo depois, o grupo da categoria médica se dirigiu para a Câmara dos Deputados, onde lotaram o auditório Nereu Ramos. A vinda das caravanas médicas foi viabilizada pela FENAM. A expectativa é que, às 19h, os parlamentares da casa irão votar os vetos presidenciais ao Ato Médico, entre outras pautas.
Fonte : Valéria Amaral



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