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Presidente da FENAM leva tese de relação escrava do Mais Médicos à audiência em São Paulo


Foto: Fernanda Lisboa
Presidente da FENAM leva tese de relação escrava do Mais Médicos à audiência em São Paulo
A audiência, que reuniu representantes de entidades médicas, foi requerida pelo vereador Gilberto Natali (PV/SP), através da Comissão de Saúde.


14/08/2013
O presidente da Federação Nacional dos Médicos (FENAM), Geraldo Ferreira, participou de audiência pública para abordar o Programa Mais Médicos, realizada na Câmara Municipal de São Paulo, nesta quarta-feira (14). A ocasião e o convite foram requeridos pelo vereador Gilberto Natali (PV/SP), através da Comissão de Saúde. Em sua exposição, Ferreira explicou como os médicos que vierem trabalhar no Brasil estarão à mercê de uma relação escrava no país.

"A premissa do governo de levar profissionais aonde eles não estão é absolutamente nobre, mas infelizmente as providências que estão sendo tomadas, são equivocadas. A Federação faz uma análise do ponto de vista trabalhista e se decepciona com a precarização e semelhança com trabalho escravo".

Ele justifica sua afirmação por meio de alguns pontos da MP 621/2013, que criou o Programa. O primeiro pela falta de direitos trabalhistas, sendo uma remuneração por bolsa, na qual, se o participante desistir, terá que devolver o que recebeu. Outra questão é a não realização do Revalida e ainda no mesmo contexto, à não permissão de mobilidade dentro do país, o profissional deverá permanecer no local destinado de trabalho por três anos. A próxima é acerca do serviço obrigatório no Sistema Único de Saúde (SUS). "Tudo para o trabalhador não ser livre. Ficarão escravos pela limitação financeira, de mobilidade e falta de documentação. Como pode um país democrático trazer profissionais e limita-los?", indagou Ferreira.

Para tentar solucionar a crise de imediato, a FENAM tem duas bandeiras de luta principais. A entidade defende a realização de concurso público para preenchimento de vagas em todas as regiões do país, principalmente as mais carentes, possibilitando segurança e fixação do profissional. E para concluir, o melhor financiamento da saúde é essencial para que os médicos tenham condições de trabalho adequadas, possibilitando realizarem uma assistência digna à população brasileira.

Estiveram presentes representantes de entidades médicas nacionais e regionais como a Escola Paulista de Medicina, Conselho Regional de Medicina (CREMESP) e Associação Médica Brasileira (AMB).
Fonte : Fernanda Lisboa



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