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Confira às mesas de debate do ENEM


Foto: Márcio Arruda (CFM)
Confira às mesas de debate do ENEM
Entidades discutem os vetos à Lei do Ato Médico, a articulação no Congresso Nacional e as estratégias de ação durante encontro em Brasília


09/08/2013
As estratégias de ação acerca dos vetos ao Ato Médico e as mudanças na formação médica propostas pela MP 621/2013, abriram o segundo dia do Encontro Nacional das Entidades Médicas (ENEM), realizado nesta sexta-feira (09), na sede da Associação Médica Brasileira (AMBr). Na mesa de abertura, o presidente da Federação Nacional dos Médicos (FENAM), Geraldo Ferreira, externou que o atual momento de luta da categoria médica terá influência no exercício da profissão. "O que tivermos coragem de propor e levar a adiante vai ter muito peso para o futuro da medicina e saúde. Somos irmãos nessa luta e estamos juntos".

No primeiro tema abordado no encontro, "Vetos à Lei do Ato Médico", o secretário de Direitos Humanos, Discriminação e Gênero da entidade, José Roberto Murisse, destacou que as entidades médicas terão que se mobilizar, para fazer novos acordos com os parlamentares para derrubar os vetos da presidente Dilma Rousseff à Lei que regulamenta o exercício da medicina. Assista na FENAM TV

Murisset explicou que alguns dos incisos vetados na Lei 12.842/13 são mais "caros" à FENAM, como 4º Artigo, que trata das atividades que são exclusivas ao médico. Para ele, a categoria não pode abrir mão da atividade de diagnóstico e prescrição terapêutica. "É um atentado ao paciente esses vetos. É um risco à saúde pública. A gente deve negociar. Precisamos ter a ampla maioria na Câmara e no Senado", destacou. Entre as sugestões dos participantes está a veiculação de campanha publicitária para explicar à população as implicações da nova Lei e a pressão "corpo a corpo" aos parlamentares pela queda dos vetos.

Na segunda mesa de debates, "Implicações na graduação e residência médicas", o secretário de Formação Profissional e Residência Médica da FENAM, Jorge Luiz Eltz, expôs a posição da entidade acerca do aumento de vagas em medicina, da extensão da formação médica e da avaliação dos formandos nos moldes da OAB. Ele se baseia que não foi realizado nenhum estudo comprobatório de que as medidas do Programa Mais Médicos seriam eficazes e por isso, acusou o governo de ser extremamente autoritário e querer baratear a mão de obra médica. Assista na FENAM TV.

"Nós defendemos a ampliação com qualidade e dentro das normas já estabelecidas em lei. Somos contra a residência obrigatória, registro provisório imposto aos conselhos, determinação do local de trabalho. O médico tem seu diploma sequestrado e o governo só está preocupado em ter o médico barato".

Acerca da extensão da formação, o secretário lembrou que a justificativa de "humanizar o médico" é uma falácia, já que o os estudantes fazem estágio no Sistema Único de Saúde (SUS) e a residência também é realizada no setor. Ainda no mesmo contexto, Ele ressaltou que a abertura indiscriminada de vagas em medicina não possui um controle de qualidade do ensino.

A FENAM é a favor do exame seriado no curso de dois em dois anos, para avaliar tanto o aluno quanto o curso. "É a melhor forma de avaliação. O estudante que passar, segue adiante e aquelas faculdades que possuírem um nível baixo de aprovação devem ser fechadas", explicou.

No início da tarde,durante a mesa " Médicos Estrangeiros sem Revalida/Carreira de Estado para o Médico/ O trabalho médico no SUS e direitos humanos na saúde", Geraldo Ferreira defendeu que a atenção em saúde pública é permanente e não pode ser feita de forma provisória. Segundo ele, o governo argumento que a medida tem caráter de emergência e por isso não pode realizar concurso público. Assista na FENAM TV à abordagem do debate.

"Essa degradação na saúde pública ocorreu ao longo de décadas.  Nós vamos bater duro na questão trabalhista. Não podemos aceitar que os médicos sejam submetidos à essa violação absurda dos seus direitos. O que a lei diz nós temos que garantir que seja prudentemente zelada,  até porque os direitos trabalhistas são irrenunciáveis", destacou em sua fala. 

Ao final do evento, todos seguiram para o espaço ao lado do prédio da AMBr para a anunciação da construção da sede da FENAM no local.O encontro segue até este sábado (10), no auditório AMBr e reúne aproximadamente 500 representantes de cinco entidades médicas nacionais. O ENEM é promovido pela Associação Médica Brasileira (AMB), Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR), Conselho Federal de Medicina (CFM), Federação Nacional dos Médicos (FENAM) e Federação Brasileira de Academias de Medicina (FBAM).

Acesse às cartilhas elaboradas pelas entidades médicas e destinadas a parlamentares e à população.

Médicos no Congresso Nacional:audiência abre o primeiro dia do ENEM

Uma audiência pública para debater a luta do movimento médico contra as últimas medidas do governo abriu o primeiro dia do Encontro Nacional de Entidades Médicas (ENEM). Convocados para uma marcha à Brasília, médicos e estudantes de medicina de todo país estiveram presentes, lotando o auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados, na tarde desta quinta-feira (08). A MP 621/2013, que cria o Programa Mais Médicos e os vetos à lei que regulamenta a medicina são os principais pontos de enfrentamento e o ato teve objetivo de debater as próximas estratégias e pressionar o Congresso. Confira aqui.
Fonte : Imprensa FENAM



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