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Estudantes de medicina e FENAM divulgam nota de reação ao Programa Mais Médicos


Foto: Valéria Amaral
Estudantes de medicina e FENAM divulgam nota de reação ao Programa Mais Médicos
A decisão foi tomada após reunião na sede da FENAM, em Brasília, com estudantes de medicina de dozes estados do Brasil.


26/07/2013
O presidente da Federação Nacional dos Médicos (FENAM), Geraldo Ferreira, e líderes universitários de medicina do Brasil definiram, nesta sexta-feira (26), ações contra o programa do governo federal, intitulado de Mais Médicos. Um dos pontos destacados no documento conjunto está à pressão por parte dos alunos para a não adesão das reitorias dos Centros Universitários e Universidades ao programa. De acordo com o documento, a ideia é que os estudantes pressionem os professores/médicos para não aceitarem ser tutores e supervisores dos médicos estrangeiros sem validação do diploma.

A decisão foi tomada após reunião na sede da FENAM, em Brasília, com estudantes de medicina de 12 estados do Brasil. "Não aceitamos tutorar estudantes que estão lá para serem explorados em regime de escravidão (se referindo a bolsa sem condições de trabalho). Os médicos estrangeiros são benvindos desde que tenham seus diplomas validados e certificados pelo exame Revalida e com proficiência na língua portuguesa", explicou o presidente.

Durante o encontro, os estudantes decidiram ainda pelo boicote ao programa Revalida-Aluno, proposta divulgada na última semana pelo Ministério da Educação. Segundo eles, aprova seria uma forma de "retaliação". "Essa prova não faz sentido. Os universitários brasileiros já são fiscalizados e avaliados pelas instituições. Só vamos aderir se o governo fizer um diálogo conosco, o que não existe no momento", destacou o aluno de medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Constance Ottoni.

Já o universitário do estado do Piauí, Wilton da Paz Filho, contou aos jornalistas, durante coletiva de imprensa, um pouco da experiência que ele e um grupo de 20 estudantes de todo o Brasil tiveram durante viagem a Cuba. Segundo o estudante, a imersão "na melhor de medicina do mundo" revelou que o sistema de saúde cubano é precário, apresenta baixa carga horária na formação dos alunos, faltam condições básicas de higiene em procedimentos médicos, usam curandeirismo com raízes, entre outros problemas. "O povo brasileiro está sendo enganado. Querem importar esses médicos? Se nós fôssemos atuar em outro país, nós teríamos que provar o conhecimento e a língua, porquê no Brasil é só chegar e trabalhar? Se eles fossem tão bons (cubanos) seriam capazes de fazer a prova e estariam aptos para atuar no Brasil", disse.

O documento divulgado informa ainda que todos os estudantes de medicina do país estão convocados a acompanharem as decisões e o calendário de greve da FENAM para protestar contra as medidas do governo federal. O cronograma inclui também paralisações dos médicos nos dias 30 e 31 de julho (manutenção apenas dos serviços de urgência e emergência) e paralisação de estudantes de medicina nos dias 8, 9 e 10 de agosto. "Se ficarmos calados diante dessa realidade que está sendo imposta pela medida provisória seremos omissos e criminosos. Esse projeto é todo irregular e não se sustenta", disse Ferreira, se referindo a Medida Provisória 621/2013, criada pela presidenta Dilma Rousseff, que tramita no Congresso Nacional.
Fonte : Valéria Amaral



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