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Saúde deve receber investimento de R$ 1,9 bi até 2014 nas cidades-sede da Copa


Foto: Divulgação/Internet
Saúde deve receber investimento de R$ 1,9 bi até 2014 nas cidades-sede da Copa
Operadoras devem se preparar para atendimento durante os grandes eventos


27/05/2013
De 2011 a 2014, os investimentos na área da saúde planejados especificamente para atender a demanda dos grandes eventos de massa deve chegar a R$ 1,9 bilhão. O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante o encerramento do Congresso Internacional de Serviços de Saúde (CISS), na Hospitalar, nessa última quinta-feira (23).

De acordo com o ministro, em 2011 foram analisadas as necessidades do País e o montante de investimento será aplicado em equipamentos e estruturação da rede prestadora de serviços nas cidades-sede dos jogos.
Padilha justificou o investimento focado onde acontecerão os jogos porque essas cidades receberão turistas e profissionais que trabalharão na organização e na cobertura dos eventos." Os recursos melhorarão os serviços de saúde, por exemplo, ampliando as unidades de Pronto-Atendimento e a modernização dos hospitais, beneficiando o conjunto da população brasileira".

Em sua participação no CISS, o ministro apresentou palestra com o tema "Copa do Mundo 2014 e Olimpíada 2016, grandes eventos, grandes catástrofes. O sistema de saúde e os serviços estão preparados?".

Para organizar as ações, foi criado o Plano Nacional de Emergência e Desastres, que segue protocolos da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Organização Panamericana de Saúde (Opas). "Temos que estar preparados para os riscos que eventos de grande porte trazem, como o abuso de álcool e drogas, transmissão de doenças que sobrecarregam o sistema, consumo de alimentos exóticos, surtos e violência. Para isso estamos desenvolvendo ações integradas com a Anvisa, ANS, secretarias estaduais da saúde, Secretaria de Atenção à Saúde e demais serviços de vigilância sanitária dos estados e municípios". De acordo com ele, até 2014, serão destinados R$ 408 milhões à Rede de Urgência e Emergência das cidades-sedes da Copa e respectivas regiões metropolitanas.

Os principais projetos do Ministério envolvem o controle de entrada de pessoas e produtos estrangeiros no País, um plano de reestruturação da rede de saúde, a expansão dos serviços das UPAs e do SAMU, além da Consolidação da Força Nacional do SUS. O objetivo é evitar riscos tanto à população quanto aos turistas.

As ações do Ministério serão divididas em diferentes frentes, que vão desde a assistência e vigilância até a estruturação das redes de urgência. "Precisamos enxergar oportunidades nestes grandes eventos. A preparação para recebê-los deixará um legado importante não só para a saúde do Brasil, mas para todos os setores que estarão envolvidos".

Para se preparar, o Ministério da Saúde tem realizado simulações em Recife, com o bloco Galo da Madrugada, que reúne cerca de um milhão de pessoas; e também no carnaval da Bahia. "Estamos organizando a estrutura assistencial das cidades-sede e também a forma como as informações serão passadas aos viajantes. Isso é importante, pois as falhas serão ampliadas para a esfera global".

Na Capital paulista, os hospitais de referência para atendimentos de emergências serão o Santa Marcelina e a Santa Casa de São Paulo, que estão recebendo recursos específicos do Ministério para essa "porta de entrada", o equivalente a duas diárias de internação.

O ministro informou, ainda, que no próximo ano, o Ministério da Saúde irá implantar, em escolas públicas e privadas, o Projeto 11 Pela Saúde, da Fifa, que defende ações de cunho social e de saúde, como respeitar meninos e meninas, proteger-se do HIV, jogar futebol, evitar drogas e álcool, lavar as mãos, não fumar, ter uma alimentação saudável, vacinar-se, usar de forma racional os medicamentos, jogar limpo e a prevenção de acidentes de trânsito.

Operadoras devem se preparar para atendimento durante os grandes eventos


A Saúde Suplementar ainda não tem clareza de como será sua participação durante os grandes eventos que estão no calendário do País. O primeiro deles – a Copa das Confederações – começa no próximo dia 15 de junho.

Além de discutir como será feita a cobertura dos estrangeiros que virão ao País, e que devem ser segurados internacionalmente, as operadoras nacionais também devem atentar para o planejamento para os dias dos eventos, durantes os quais os usuários de planos de cobertura nacional, poderão se deslocar para assistir aos jogos.

Uma ampliação e/ou reforço da rede prestadora pode ser fundamental. em entrevista ao P&P – Saúde Suplementar, o presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), Marcio Coriolano, disse que o mercado está aguardando que Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) digam como será a participação das operadoras e suas redes nos grandes eventos. "Aguardamos esclarecimentos dos órgãos de saúde. Como em qualquer lugar do Mundo, turistas podem adquirir a empresas especializadas coberturas de assistência pessoal quando em viagem no exterior, que incluem acordos para acesso e reembolso de assistência médica. Não sabemos se as autoridades públicas do Brasil promoverão outros esquemas de assistência".

P&P - Qual a participação da Saúde Suplementar no planejamento para os grandes eventos?

Marcio Coriolano - Nas últimas semanas, o Ministério da Saúde e a ANS vem convidando as representações de operadoras, e as operadoras com grandes carteiras de beneficiários nas principais capitais do País, para participar de encontros sobre as preocupações do Governo com esses eventos de massa. Espera-se algum normativo do Ministério com diretrizes sobre a programação de ações do SUS. A FenaSaúde ainda não tem conhecimento da integração que é esperada para parcerias público-privadas. Já pedimos ao presidente da ANS que nos convoque para esclarecer os objetivos da ação pública nos grandes eventos.

P&P - A previsão, durante a Copa do Mundo de 2014, é que estejam no País 600 mil estrangeiros e três milhões de turistas internos. Será necessário reforçar a rede de atendimento das operadoras nas cidades sede da Copa?

Marcio Coriolano - Os turistas internos estarão cobertos de eventos médicos conforme os planos e seguros de saúde de que são detentores: nos limites geográficos e nas condições de seus contratos. Creio que, para os que não são cobertos por planos, o SUS venha a planejar e implementar programas e ações amplos que suportem o afluxo de pessoas aos eventos de massa. Ainda quanto aos cidadãos cobertos por planos, entendo que a atual infraestrutura deve ser suficiente. De qualquer forma, sabemos que, mesmo nas atuais circunstâncias - de preferência dos beneficiários pelo atendimento primário em pronto-socorros -, o Governo deve privilegiar linhas de empréstimo e incentivos de localização para novas instalações de hospitais privados.

P&P - Há um planejamento específico das operadoras/seguradoras para estes eventos?

Marcio Coriolano - É claro que haverá planejamento para dar conta de eventual aumento de demanda potencial nas cidades que terão mais importância nos eventos. Esse planejamento deverá ser feito em conjunto com a rede credenciada de hospitais. Não há equação possível fora do circuito pronto-socorros-hospitais-operadoras, com esquemas de reforço de triagens, protocolos de atendimento em caso de urgência/emergência e plantões médicos.

P&P - A Copa das Confederações - que começa no próximo mês - e a Copa do Mundo de 2014 acontecerão em épocas de maior ocorrência de influenza. Há uma preparação para atendimento de um maior número de casos nesse período?

Marcio Coriolano - Sobre a Copa das Confederações, é preciso estimativas firmes e dados efetivos dos organizadores do evento sobre a mobilidade interna esperada, principalmente. O foco das operadoras privadas deve ser a preparação para a mobilidade de beneficiários que tenham cobertura inter-regional e nacional. A partir disso é que podem ser destacadas "hot-lines" e esquemas especiais com a rede de pronto-socorros e hospitais credenciados. Lembro que, em eventos dessa natureza, a maior preocupação é com acidentes de média e grande proporções, e estes são eventos prioritariamente atendidos pelas equipes de urgência e emergência dos sistemas de saúde pública municipal e estadual. Esperamos que o SUS esteja atento às experiências internacionais para lidar com a questão, e para orientar adequadamente os agentes médicos privados.
Fonte : Política & Poder Saúde Suplementar



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