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Dr. Zequinha: FENAM homenageia luta pela democracia


Foto: Fernando Farias
Dr. Zequinha: FENAM homenageia luta pela democracia
O presidente da FENAM explica que o Dr. Zequinha se identifica com a visão da entidade, preocupada com a valorização dos direitos humanos.


09/05/2013
Desta vez a comenda Charles Damian, uma homenagem da Federação Nacional dos Médicos (FENAM) a nomes representativos, é dedicada a um ícone da luta pela democracia brasileira. José Ferreira Lopes, mais conhecido como Dr. Zequinha, é reconhecido por liderar o movimento estudantil na época da ditadura. A condecoração foi entregue na solenidade de 1º de maio, em festividade ao Dia do Trabalhador. Imortalizado na foto que rendeu o Prêmio Esso de Fotojornalismo de 1968 a Edson Jansen, Lopes continua sua caminhada de militante ativo nos dias de hoje. No clique premiado, o protagonista enfrentava corajosamente a cavalaria do exército com um estilingue.

"Para mim, uma homenagem como essa não é pessoal. Se refere a todos que lutaram e lutam por liberdade, muitos dos quais não viveram para ver o fim daquela ditadura", desabafou Lopes.

O presidente da FENAM, Geraldo Ferreira, explica que o Dr. Zequinha se identifica com a visão da entidade, preocupada com a valorização dos direitos humanos.

"Pessoa como o Lopes, que possui uma história digna de reconhecimento e ainda continua comprometido com batalhas em torno das questões sociais, onde está incluída a saúde, merecem o nosso prestígio. É exemplo que precisa receber em vida uma homenagem para dizer que valeu a pena!".

Ferreira completa que o contexto se refere à defesa do médico com condições de trabalho adequadas em prol de prestar um atendimento digno à comunidade.

Breve histórico

Paulista, nascido em 1942, Zequinha foi importante liderança no movimento estudantil. No ano de 1965 foi cursar Medicina na Universidade Federal do Paraná (RFPR). Vice-presidente da União Paranaense dos Estudantes, liderou as manifestações de 1968, que incluíram a tomada da Reitoria da UFPR, iniciativa então inédita no Brasil.

Militante da Ação Popular (AP) a partir de 1967, atuou na organização clandestina em São Paulo 2 anos depois e no movimento operário de Belo Horizonte em 1970 e 1971, quando foi preso e torturado. Filiado ao PCdoB em 1972, morou e trabalhou na Bahia a serviço do partido, integrando um sistema de apoio à guerrilha do Araguaia. Em 1976, após o assalto dos militares à reunião do Comitê Central do PCdoB, em São Paulo, no que ficou conhecido como a Chacina da Lapa, Zequinha perdeu contato com o partido.

De volta a Curitiba, em 1980, retomou o curso de Medicina, formando-se em 1984. De lá para cá vem participando intensamente da vida política do Estado, ocupando várias posições na direção estadual do PCdoB paranaense, inclusive a presidência, entre 1992 e 1995. Hoje, aposentado como médico, continua militando no movimento sindical. Participa da diretoria do Sindicato dos Médicos do Paraná e também da Fenam Regional Sul Brasileira.

Fonte : Fernanda Lisboa



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