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ANS, hospitais e OPS inauguram projeto piloto do novo modelo de pagamento


Foto: Divulgação/Internet
ANS, hospitais e OPS inauguram projeto piloto do novo modelo de pagamento
A fase de preparação para a Conta Aberta Aprimorada, por exemplo, é de 90 dias.


02/05/2013
Foi dado início o projeto piloto do novo modelo de pagamento entre hospitais e operadoras. A reunião inaugural aconteceu nessa segunda-feira (29) com a presença da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), representantes de hospitais, operadoras e dirigentes de hospitais de operadoras que vão participar do piloto. Segundo o gerente de Relações com Prestadores de Serviços da ANS, Carlos Figueiredo, os participantes terão até 480 dias (um ano e meio) para implantar as duas etapas que formam o novo modelo e monitorar seu funcionamento para verificar se há alguma necessidade de correção do modelo.

O Grupo de Trabalho da ANS, composto por especialistas e representantes das entidades de classe – operadoras e hospitais – levou mais de dois anos para definir o novo modelo de pagamento. Segundo Figueiredo, foi um trabalho “árduo e de difícil consenso porque, historicamente, o modelo de relacionamento é muito desgastado, até em função do modelo atual de remuneração, que tem análise de conta com glosa, com outros problemas comerciais”. O GT conseguiu romper essas barreiras e desenvolver um projeto em duas etapas:

 aplicação do Conta Aberta Aprimorada;
 implantação do Procedimento Gerenciado.

Cada uma das etapas é composta por macroatividades bem semelhantes nas duas fases. A primeira macroatividade de preparação já começa a partir do próximo dia 13 de maio. Nela, os hospitais vão desenhar seus produtos e montar suas tabelas de preços próprias para negociação. Depois começa a negociação comercial; a capacitação de equipes; implantação virtual, no qual será feito um monitoramento virtual, simulando a utilização desse modelo por algum tempo, antes de começar a aplicar a virada de contas; e depois é feita a implantação efetiva, com o monitoramento pós-implantação. Cada macroatividade tem prazo determinado.

A fase de preparação para a Conta Aberta Aprimorada, por exemplo, é de 90 dias. Nesse período o hospital tem que se estruturar, se organizar, definir suas tabelas de preços e seus novos produtos. Essa primeira etapa tem a previsão de durar de 13 de maio de 2013 até 20 de agosto de 2014. E a etapa do Procedimento Gerenciado se sobrepõe à etapa anterior, porque as macroatividades podem ser encaixadas. Por isso, ela começa no dia 12 de agosto de 2013 e vai até 07 de dezembro de 2014.

O projeto piloto funciona com grupos de relacionamento que são frequentes no mercado. Por exemplo, um hospital das Misericórdias com uma Unimed; ou um hospital da Associação Nacional dos Hospitais Privados (Anahp), com uma operadora da FenaSaúde; um hospital da Federação Brasileira de Hospitais (FBH), com uma operadora da Abramge; um hospital que é representado pela Confederação Nacional de Saúde (CNS), com uma operadora da UNIDAS. Esses são alguns relacionamentos frequentes e típicos que acontecem no Setor.

O gerente da ANS explicou, ainda, que também foram criados testes no modelo com relacionamento da operadora que tem hospital próprio. A Abramge e a Unimed têm muitos hospitais próprios e, por isso, foram desenhados alguns pilotos para esses casos. Na prática, porém, há mais testes acontecendo e algumas iniciativas isoladas que o mercado começou a desenvolver a partir da publicação dos documentos que dão referência ao novo modelo e que orientam tanto a Conta Aberta Aprimorada, quanto o Procedimento Gerenciado.

“Estamos caminhando para aplicação de duas variáveis do modelo. Os modelos continuam sendo fee-for-service, mas a diferença é que não se tem mais uma conta detalha item a item, mas uma grande compactação no Conta Aberta Aprimorada, com diárias que incluem tudo. Já no Procedimento Gerenciado, fomos para um modelo de produto fechado. Daí o hospital não vai mais cobrar cada item que foi utilizado na conta, mas vai cobrar como se fosse o antigo pacote, mas com a diferença que ele não parte só da média de preços que se usava antigamente, mas que partem do conhecimento médico, para depois desenhar o preço”, disse Carlos Figueiredo.

Ele explicou que, por exemplo, em uma cirurgia de apêndice, antes, analisava-se a média de quanto custavam as contas das cirurgias de apêndice por um período, faziam a média de preço e com base nisso, definiam o valor do pacote. Agora, com o Procedimento Gerenciado o hospital decide que irá se especializar nessa determinada cirurgia, se tem a competência, boa equipe e bom conhecimento médico para fazer este serviço.

“Então ele desenha o produto dentro do hospital, fundamenta em diretrizes e evidências, e, então, monta o protocolo do hospital, junto à sua equipe técnica. E com base nisso é que ele vai definir os custos do produto e precificá-lo. É uma lógica diferente, porque não parte da média dos preços, que vem carregado e, muitas vezes, não está fundamentado na melhor evidência médica. Vai, na verdade, desenhar agora como produto, como uma nova técnica de gestão”.
Fonte : Política & Poder Saúde Suplementar



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