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AL: hospital passa a atender o público até as 17h, diz sindicato



26/04/2013
A greve dos médicos em Alagoas completa cinco meses no dia 11 de maio e o Estado ainda não negociou com a categoria, conforme ressaltou o presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed/AL), Wellington Galvão, em entrevista à Gazetaweb, na manhã desta sexta-feira (26). Enquanto isso, os hospitais sentem o peso da greve e a insatisfação dos profissionais, a exemplo do Hospital Hélvio Auto, que passou a atender o público até as 17h, diariamente.

De acordo com Galvão, o único hospital especializado em casos de meningite, Aids, picadas de inseto e que abriga um amplo centro de vacinação conta com apenas um plantonista interno, o que obriga a unidade a fechar as portas ao final do dia. Atualmente, o local conta com 62 leitos, realidade bem diferente dos 139 existentes há algum tempo. "Infelizmente, chegamos a esta situação e o quadro só tende a piorar. A única coisa que podemos dizer é alertar à população para os riscos, porque a revolta já tomou conta dos profissionais do antigo HDT [Hospital de Doenças Tropicais]", ressaltou Wellington.

Por sua vez, a diretora do Hélvio Auto, Luciana Pacheco, informou que a unidade ainda não consolidou a decisão, mas, caso não haja nenhum canal de negociação junto ao governo, o fechamento poderá ocorrer em breve. "Reunimos todos os profissionais e aguardamos uma decisão do governador. Poderemos fechar as portas devido ao reduzido quadro de pessoal".

Não somente o Hélvio Auto enfrenta o rosário de problemas em meio à greve, mas também outros hospitais que atendem com exclusividade alguns casos sofrem o dilema da falta de profissionais e da grande demanda de pacientes. O Hemoal conta, apenas, com quatro médicos hematologistas, comprometendo os atendimentos.

Já em relação ao Hospital Geral do Estado (HGE), o caso ainda é mais grave, visto que 80% do quadro de ortopedistas não possui contrato formalizado, o que causou o processo de afastamento de 15 prestadores de serviço, deixando apenas seis efetivos na unidade de saúde, a partir de 01 de maio. Os profissionais entraram com o afastamento junto ao Sindicato, nessa quinta (25), e protocolado na Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e na direção do HGE.

Por telefone, o sindicalista ainda citou a Santa Mônica, que vive o caos da superlotação de gestantes vindas da capital e do interior do Estado, o que obrigou plantonistas a fechar as portas após recomendação do Conselho Regional de Medicina (Cremal). De acordo com Wellington, a unidade precisaria de quatro obstetras, mas, atualmente, contempla dois no máximo.

Há quase cinco meses, os médicos de Alagoas lutam incessantemente por reajuste salarial, melhores condições de trabalho e implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS). O Sinmed busca todo e qualquer tipo de negociação com o Estado, mas alega falta de resposta por parte de Teotonio Vilela Filho.
Fonte : Gazeta Web



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