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MG: atrativo antes era estratégia praticada apenas no interior


Foto: Divulgação/Internet
MG: atrativo antes era estratégia praticada apenas no interior
Desde janeiro, o município tenta contratar os cerca de 60 médicos necessários para atender à população.


22/04/2013
A dificuldade na contratação de médicos para trabalhar em Minas Gerais faz com que cidades da região metropolitana comecem a lançar mão de atrativos que antes eram vistos apenas no interior do Estado. Em Santa Luzia, cidade vizinha à capital, a prefeitura está oferecendo um salário de R$ 15 mil mensal para 40 horas semanais ou R$ 1.000 por plantão, mas, ainda assim, não consegue completar o quadro de profissionais.

Desde janeiro, o município tenta contratar os cerca de 60 médicos necessários para atender à população. Até o momento, foram admitidos 21 profissionais. A demanda atinge quase todas as especialidades, mas a principal é a de médicos generalistas para trabalhar nos 21 postos de saúde em funcionamento.

Até o ano passado, o salário oferecido pela prefeitura era de R$ 9.000. "Estamos oferecendo R$ 15 mil porque Santa Luzia tem um estigma de que a população é agressiva e de ser uma região perigosa. Além disso, temos cidades próximas como Nova Lima, que oferecem R$ 12 mil", explicou a secretária municipal de Saúde, Kátia Barbosa.

Em Minas, a remuneração no setor público vai de R$ 2.500 (20 horas semanais) a R$ 20 mil (40 horas). Na capital, o salário pago pelo município para 40 horas gira em torno de R$ 7.000. Os salários mais altos estão no interior, como é o caso de Rio do Prado, no Vale do Jequitinhonha, que tem 5.217 habitantes e paga R$ 19 mil - essa foi a solução encontrada para conseguir um médico que morasse na cidade.

"Nem um salário de R$ 20 mil atrai um médico para o interior se as condições de trabalho não forem favoráveis. Há cidade em que o profissional tem que ficar de sobreaviso durante 24 horas. Isso não é qualidade de vida", disse o diretor do Sindicato dos Médicos de Minas (Sinmed-MG) Arthur Mendes.

Em Santa Luzia, a entidade recebe diversas reclamações de falta de estrutura e até de medicamentos, sobrecarga, agressões e vínculos empregatícios frágeis. A cidade, conforme o sindicato, não faz concurso para médico há 20 anos e tem um histórico de contratações e demissões constantes. Não há previsão de novos concursos.

Com a mudança no comando da prefeitura no início do ano, todos os médicos foram dispensados, e os que virão agora terão contrato administrativo. A prefeitura pretende preencher o quadro até o fim deste mês.

"Hoje, as contratações e as melhorias na saúde estão dependendo dos prefeitos, que prometem tudo no início do mandato e depois não cumprem", apontou o diretor da Associação Médica de Minas (AMMG), Juraci Gonçalves de Oliveira.


População sofre com falta de estrutura

Com a falta de médicos, a população que depende do Sistema Único de Saúde (SUS) fica desassistida em Santa Luiza, na região metropolitana da capital. Por conta da troca no comando da prefeitura e de dificuldades financeiras, as unidades básicas ficaram fechadas por dois meses no começo do ano.

"Chegamos ao governo com uma cidade caindo aos pedaços e postos sem funcionar. Estamos tentando recuperar, mas é preciso dinheiro", explicou a secretária de Saúde, Kátia Barbosa.

A Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do bairro São Benedito acumula reclamações. "Já esperei mais de nove horas para ser atendida porque não tinha médico. Em qualquer unidade de Santa Luzia, é assim", disse a aposentada Eliana das Chagas, 56.

A dona de casa Maria Rezende, 57, teve que tirar o gesso do braço do neto por conta própria porque a UPA não tinha material necessário. "Eles me mandaram para a capital, que me mandou de volta, e, por fim, me orientaram a tirar em casa". (JS/Lucas Simões)
Fonte : Sinmed-MG



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