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Ato de Mobilização das Santas Casas contra o subfinanciamento está confirmado


Foto: AMB
Ato de Mobilização das Santas Casas contra o subfinanciamento está confirmado
A pauta de reivindicações do movimento é o reajuste de 100% para os procedimentos de média e baixa complexidade da Tabela SUS.


08/04/2013
Em 08 de abril não serão realizados procedimentos eletivos (não urgentes) na maioria dos hospitais beneficentes e Santas Casas do Estado de SP. A paralisação parcial será uma forma de demonstrar para a população a delicada situação financeira que os hospitais enfrentam.

O ato está sendo organizado em conjunto pela Confederação das Santas Casas, a Frente Parlamentar de Apoio às Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, em parceria com as Federações e Frentes Parlamentares Estaduais.

O principal objetivo é promover a discussão e um alerta à sociedade sobre o subfinanciamento do Sistema Único de Saúde, com ênfase na realidade da crise das Santas Casas e Hospitais Beneficentes.
O Ato prevê bloquear todo o agendamento eletivo nesta data, como ação de protesto e sensibilização pública. Destacamos que a manutenção da assistência nas urgências e emergências são primordiais para que a população não sofra desassistência generalizada.

A pauta de reivindicações do movimento é o reajuste de 100% para os procedimentos de média e baixa complexidade da Tabela SUS.

Edson Rogatti, diretor-presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes de São Paulo – Fehosp – alertou que o “o movimento não irá prejudicar a população. Fizemos o reagendamento do que foi possível e os atendimentos e cirurgias que não deveriam ser adiadas, não foram”.

O Movimento Tabela SUS- Reajuste Já teve início em 2012 e vem promovendo diversos encontros e ações públicas para mobilizar a sociedade. “Hospitais como a Santa Casa de São Paulo, não puderam cancelar cirurgias, até porque esses pacientes aguardaram até seis meses pela vaga, e muitas vezes são de outras cidades, não poderíamos prejudicar a população, mas é importante levarmos a situação para conhecimento público, as pessoas precisam saber que se a situação não for rapidamente superada, viveremos uma desistência com graves consequências. Os hospitais estão unidos e mobilizados”.

A defasagem da tabela de procedimentos do SUS impõe um déficit de R$ 5 bilhões por ano às instituições, responsável por uma dívida total de cerca de R$ 12 bilhões.

Nos últimos 10 anos houve um reajuste pelo SUS não linear de apenas 57,3%, enquanto, por exemplo, neste período o IGPM teve reajuste de 577,8%; Gasolina - 493,3%; Energia Elétrica - 539,4%; Água - 670%; Gás - 797,9% e Transporte Urbano - 862,7%.

A mobilização também está sendo organizada com força nos estados do Rio Grande do Sul, Bahia, Santa Catarina e Paraná, além de mobilizações mais dispersas em outros estados.

Os municípios do Estado de São Paulo estão organizando manifestações públicas, coletivas de imprensa, audiências e missas paras conclamar a população e autoridades locais (confira lista anexa dos hospitais já confirmados).

Em São Paulo está prevista uma reunião nesta segunda-feira, às 09h30, no Salão Nobre da Irmandade da Santa Casa de São Paulo, com a presença de autoridades, representantes do Ministério Público Estadual, Deputados da Frente Parlamentar das Santas Casas e imprensa.

Somente no Estado de São Paulo, as entidades filantrópicas respondem por 50,26% dos leitos públicos, realizando 50,78% das internações. Além disso, 56% das instituições estão localizadas em cidades com até 30 mil habitantes, assumindo posição estratégica para a saúde desses municípios, sendo os únicos a oferecerem leitos em quase 1 mil municípios de menor porte.

O centro do problema é a defasagem da tabela de procedimentos do SUS. Esse documento determina quanto o Governo deve pagar por cada intervenção realizada nos pacientes da rede pública. No geral, o déficit é de 40%, ou seja, para cada R$ 100,00 gastos os hospitais recebem R$ 60,00. E isso ocorre há anos, minando aos poucos a sobrevivência dos filantrópicos”, finaliza o diretor-presidente da Fehosp.
Vejam os exemplos abaixo e compare com custos de muitos produtos que usamos no nosso cotidiano, como um pacote de arroz, um refrigerante de 2 L, um sanduiche, dentre outros:

Parto Cesáreo - R$ 150,05 (Serviço Profissional - Médico) e R$ 395,00 (Serviços Hospitalares - Santa Casa);
Curetagem - R$ 19,79;
Diagnóstico em Laboratório Clínico (Exames) - R$ 4,15;
Exames Radiológicos (Raio X) - R$ 12,00;
Mamografia - R$ 22,50;
Exame de Ultrassonografia - R$ 25,06;
Endoscopia - R$ 18,30;
Administração de Medicamento por Paciente - R$ 0,63;
Atendimento de Urgência com Observação até 24 e Atenção Especializada – R$ 12,47;
Consulta Médica Pronto Atendimento – R$ 11,00;
Consulta Médica com Observação 24 horas – R$ 12,47;
Eletrocardiograma – R$ 5,15;
Exame de Urina, tipo 1 – R$ 3,70;
Dosagem de Colesterol Total – R$ 1,85, dentre outros
Fonte : AMB



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