Sindicatos Médicos:

 
Você não está logado
Entrar | Cadastrar

SC: falta de profissionais cancela cirurgias eletivas



08/04/2013
Um documento fixado no mural do centro cirúrgico do hospital infantil Joana de Gusmão, assinado pela enfermeira chefe e pelo médico chefe do centro cirúrgico, sentenciou o destino de centenas de crianças que aguardam por cirurgias eletivas na unidade de saúde: devido a falta de profissionais, durante o mês de abril, mais uma sala de cirurgia foi fechada. A medida emergencial é por tempo indeterminado ou até a unidade de saúde ser atendida com funcionários para o setor.

"Originalmente o hospital tinha oito salas de cirurgia, que nunca foram ativadas por completo. Até alguns anos, trabalhávamos com cinco. Nos últimos tempos, quatro, depois três e agora duas salas. E o motivo é a falta de recursos humanos para a saúde, uma tecla que estamos batendo há tempos: sem recursos humanos a saúde não tem cura", informa o presidente do Sindicato dos Médicos do Estado de Santa Catarina (SIMESC) e médico anestesiologista no Infantil, Cyro Soncini.

Cyro lembra que pelo menos 100 leitos estão desativados no Infantil por falta de profissionais. "É um problema que se agrava rapidamente com o passar dos dias enquanto que as medidas administrativas necessárias não caminham na mesma velocidade".

O presidente do Sindicato dos Médicos estima em 400 o número de cirurgias canceladas somente no mês de abril por causa dessa situação, gerada pela aposentadoria de quatro profissionais do setor. "E ninguém reparou isso? E como ficam as famílias que estão esperando há muito tempo por uma cirurgia em suas crianças? Vão aguardar o próximo mutirão de cirurgias, que será lançado pelo governo do Estado como a solução para todos os males? Precisamos urgente de gestão em saúde! Esses profissionais não se aposentaram de uma hora para outra. Houve um processo de aposentadoria. E ficaram de braços cruzados esperando o quê? Fechar o centro cirúrgico e deixar essas crianças à mercê da sorte de um encaixe? Não podemos nem nós, equipe médica e nem as famílias, vivermos nessa angústia da falta de respeito com a saúde".

De acordo com Cyro, a questão estrutural também afeta o Infantil. "Se fôssemos hoje, com a condição ideal de recursos humanos, reativar todas as salas de cirurgias, teríamos problemas de falta de equipamentos. Mas vale lembrar que recursos humanos não são formados de uma hora para a outra. Um instrumentador cirúrgico, por exemplo, precisa ser preparado, treinado para ter a habilidade necessária para trabalhar. Assim como equipamentos não se compram de uma hora para a outra. Reforço: falta plano de ação".

O presidente do Sindicato informa que vai reforçar junto aos órgãos competentes a situação do Infantil. "Estamos o tempo todo apagando fogo e não vemos medidas práticas sendo tomadas agora, no presente. Temos hoje um ‘governo de futuro’, em que tudo é transferido para a frente. Volto a reforçar que o Pacto pela Saúde, se sair do papel, será bem-vindo. Mas sem a contratação de recursos humanos para fazer a roda girar, não sairemos do lugar. Pior, andaremos para trás e não conseguiremos nunca ultrapassar essa fase de denunciar os problemas de saúde por falta de condições humanas e físicas", encerra.



Avalie este conteúdo
Se você achou esse conteúdo interessante deixe seu voto clicando no botao "gostei". Os conteúdos melhor avaliados ficam em destaque para os outros usuários.


Este conteúdo tem 1079 visitas

Para votar, você precisa estar logado no site.


Comentários


Deixe seu comentário






Digite as letras que você vê na imagem ao lado:



Interatividade
Nossos canais na Web 2.0
 
Informativo eletr�nico
Cadastre-se e receba por email as not�cias da









Caso seja mais de um amigo, separe os emails por vírgula.

Para votar, você precisa estar logado no site.


Desenvolvimento: RBW Comunicação |
© Federação Nacional dos Médicos - FENAM (2008)