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Ministério da Saúde vai intervir para acabar greve dos médicos em Alagoas


Foto: Rondon Velozzo
Ministério da Saúde vai intervir para acabar greve dos médicos em Alagoas
Senador Fernando Collor intermediou encontro com representantes do Sindicato dos Médicos de Alagoas, que comemorou resultado da audiência.


21/03/2013
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou, na tarde desta quarta-feira (20), durante encontro com representantes do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed), que vai implantar um programa emergencial para minimizar o caos na saúde pública do estado e abrir um canal de diálogo entre a categoria e o governo estadual. O encontro foi intermediado pelo senador alagoano Fernando Collor (PTB), que comemorou o resultado após o final da audiência.

"O ministro se dispôs a intermediar um entendimento entre a categoria e o governo para minimizar o sofrimento da população. Ele informou que vai se reunir com os secretários de Saúde de Alagoas e de Maceió para discutir políticas eficazes. Em seguida, deve haver uma reunião com os profissionais e com os representantes do setor público para que eles, então, cheguem a um entendimento", afirmou Collor durante entrevista à Rádio Gazetaweb.

"Essa conversa que o ministro terá com os secretários estaduais e municipais de saúde vai desaguar numa operação chamada SOS Emergência, do governo federal em Alagoas. Isso significa uma intervenção, num bom sentido, do Ministério da Saúde no Estado, trazendo profissionais que possam reforçar o quadro daqueles que estão fazendo atendimento de emergência e das necessidades mais carentes, inclusive com a construção de UPAs em áreas que estão desassistidas", disse o senador.

"Mas tudo isso ele só poderá fazer com a situação dos médicos resolvida. Isso é uma condição sine qua non para que haja essa operação de saúde que visa salvar vidas de alagoanos que estão hoje morrendo pelo descaso do governador do Estado", afirmou Collor.

"O governador agora determinou que fosse iniciado um processo administrativo para que demitir 400 médicos. Ou seja, demitir pessoas que salvam vidas. E deixando morrer pessoas, como estamos vendo nas fotos de cenas dramáticas no HGE. Além disso, o IML na situação em que se encontra, a maternidade Santa Mônica, que um dia funciona, outro não, pela sobrecarga que os profissionais de saúde estão tendo. Enfim, é necessário que o governador manifeste a sua boa vontade, se é que ele tem boa vontade em relação à vida das pessoas, retirando essa ação pública que ele iniciou contra 400 médicos", declarou.

O presidente do Sinmed, Wellington Galvão e a médica Edilma Barbosa, diretora da entidade, falaram da situação dos médicos do Estado, destacando as questões salariais e as condições de trabalho. Falaram, também, dos contratos irregulares mantidos pelo Estado, e das denúncias que já foram feitas inúmeras vezes, ao Ministério Público.

"Estamos aqui para pedir socorro. A população está desassistida e os profissionais recebendo salário imoral. A maioria não quer trabalhar para o Estado, e boa parte dos que já são da rede está saindo em busca de melhores salários em estados vizinhos", disse Galvão, destacando que essa situação tem que ser resolvida, até mesmo para viabilizar o funcionamento do SOS Emergência, que o ministro prometeu implantar.

INÍCIO DA NEGOCIAÇÃO

No início deste mês, o senador participou de uma assembleia do Sinmed em Maceió, quando recebeu um dossiê sobre a situação da saúde pública no Estado. De volta a Brasília, Collor entregou este documento a Padilha, que decidiu agendar uma audiência com os médicos alagoanos.

Antes da entrevista, o presidente do Sinmed, Wellington Galvão, disse que o acesso ao ministro, por intermédio do senador, é importante no sentido de se "tentar salvar a saúde" de Alagoas, já que, segundo Galvão, "o governo não tem cumprido com o seu papel".

"Vamos mostrar ao ministro a situação do caos em que estamos e as péssimas condições de trabalho, além das nossas preocupações com relação ao número de profissionais que se dispõem a trabalhar desse jeito, já que há a necessidade de concurso público. Só para se ter uma ideia do problema, Alagoas não realiza concurso público para a área da saúde já há 10 anos. Em Pernambuco, nesse mesmo período, foram feitos quatro concursos", declarou o presidente do Sinmed.
Fonte : Gazeta Web



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