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RS: sindicato flagra falta de itens vitais em posto 24h de Eldorado do Sul


Foto: Patrícia Comunello/Divulgação SIMERS
RS: sindicato flagra falta de itens vitais em posto 24h de Eldorado do Sul
Baixa remuneração e estrutura precária de postos e da unidade 24 horas afastam os profissionais.


04/02/2013
Vizinha de Porto Alegre, Eldorado do Sul registra situação considerada muito delicada pelo Sindicato Médico do RS (SIMERS) no único posto 24 horas que atende aos mais de 34 mil habitantes. Faltam itens vitais para assegurar o socorro a caos de urgência - entre problemas clínicos e traumas, apurou a entidade em vistoria ao local no fim da manhã deste domingo, 3.

A unidade, identificada como policlínica no site do município e que deveria ter diversas especialidades médicas e estrutura de exames e resolução médica, está sem medicamentos essenciais para dor, o aparelho de eletrocardiograma e os de raio-x estão quebrados, equipamento como o monitor desfibrilador cardíaco funciona ligado à instalação elétrica precária, não há pediatra e traumatologista e as ambulâncias não são equipadas para transporte de pacientes que precisam de cuidados em Porto Alegre, para onde são transferidas vítimas de trauma ou de intercorrências clínicas. O município não é cadastrado no SAMU.

A diretora do SIMERS Clarissa Bassin relatou o quadro caótico por e-mail à Ouvidoria do Conselho Regional de Medicina (Cremers), logo após a visita, e pedirá, nesta segunda (4), vistoria do órgão para avaliar as condições para o exercício da Medicina. "É uma situação muito delicada, já que faltam medicamentos e equipamentos para fazer exames, reverter situações de parada e prestar socorro básico.

Para ser um serviço 24 horas, precisa cumprir condições mínimas. Nenhum dos três aparelhos de raio-x funciona, eletrocardiograma está quebrado há três meses e não há laboratório para exames fora do horário comercial", listou a dirigente do sindicato. "Há risco para todos aqui - pacientes e para médicos que tentarão salvar vidas e poderão não conseguir devido às limitações técnicas", adverte.

Durante a vistoria, representantes da prefeitura (o secretário da Fazenda, Paulo Silva, e o procurador-geral do município, Luiz Cosme) foram ao local e admitiram que as condições são muito adversas e se prontificaram a buscar medidas. Em janeiro, uma nova gestão assumiu o município.

"Eles demonstraram vontade de fazer algo para que o posto não feche. Teremos uma audiência com o prefeito Sergio Munhoz nesta terça", informou a diretora do SIMERS. Os médicos do posto reforçaram que a situação piora a cada ano e que já vêm alertando para a precariedade. Com as péssimas condições, não há médicos para ocupar vagas. Dos oito postos de pediatra, apenas um é preenchido. Baixa remuneração e estrutura precária de postos e da unidade 24 horas afastam os profissionais. Nesta segunda, mais três dos 30 clínicos que atuam no SUS local prometem pedir exoneração dos cargos de médicos.
Fonte : SIMERS



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