Sindicatos Médicos:

 
Você não está logado
Entrar | Cadastrar

ES: médicos do Hospital dos Ferroviários decidem pela paralisação


Foto: SIMES
ES: médicos do Hospital dos Ferroviários decidem pela paralisação
Os médicos decidiram pela paralisação dos serviços como forma de negociação.


18/01/2013
Na noite desta quarta-feira (16), o Sindicato dos Médicos do Estado do Espírito Santo reuniu cerca de 50 médicos do corpo clínico do Hospital dos Ferroviários para definir os procedimentos a serem tomados frente ao iminente fechamento do hospital e às diversas dívidas trabalhistas com os profissionais que lá atuam.

Após votação, os médicos decidiram pela paralisação dos serviços como forma de negociar o atualização de todos os pagamentos em atraso, a manutenção dos postos de trabalho e a garantia do pagamento pelos serviços prestados a partir da suspensão do convênio com o governo do Estado, que detinha 100% dos leitos do Hospital.

A grande preocupação da categoria é deixar de receber o pagamento de cerca de seis meses de salários e a devolução de retenções feitas na remuneração dos médicos há mais de 10 meses e indenizações trabalhistas pela dispensa, especialmente com a suspensão do convênio com o Governo do Estado. De acordo com o presidente do Sindicato dos Médicos e vice-presidente da Fenam, Dr. Otto Baptista, a decisão da Secretaria Estadual de Saúde pela suspensão do convênio foi tomada após constatação de irregularidades na movimentação e uso dos recursos pela administração do Hospital, a Associação Civil Cidadania Brasil (ACCB).

O encerramento do convênio com o Hospital do Ferroviários, que soma recursos da ordem de R$ 17,9 milhões anuais, foram suspensas as internações clínicas e procedimentos como cirurgias não urgentes de ortopedia, bucomaxilofacial, varizes, otorrino e ginecologia e o quadro de funcionários foi reduzido em 50%.

Presente na reunião com os médicos, o gestor da ACCB, Marcos César, disse que não há irregularidades, já que desde 2009 vem atendendo à Sesa com um contrato que foi minutado pela própria secretaria. Marcos César denunciou que a suspensão do convênio se deu após diversas fiscalizações por parte de auditores da Secretaria de Saúde, muitas delas, feitas à distância. "As auditorias apuraram o que todos sabiam, que os recursos eram movimentados na conta da entidade interveniente. Sem estes recursos, fica impossível a manutenção do hospital, já que 100% dos leitos são pactuados pela Sesa, a pedido do secretário, subsecretário e gerência de contratos", disse.

Sobre o fim do convênio, Marcos César disse que recebeu a comunicação de forma extra-oficial e que apenas no governo atual é que a gestão do Oscip ACCD passou a ser questionada. "Temos serviços prestados e cumpridos com documentação de comprovação, mas a Sesa abriu procedimento administrativo sem ouvir o contraditório e suspendeu recursos deixando o hospital numa situação crítica. Nunca vi tanta incoerência e falta de responsabilidade", disse.

O deputado Estadual Hércules da Silveira, que também é presidente da comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, destacou a importância do Hospital dos Ferroviários e disse que a situação pelo qual a unidade de atendimento tem passado é um reflexo do descaso com que a saúde é tratada e que já fez a notificação alertando sobre o problema à diversas autoridades, inclusive o governador Renato Casagrande. "Não se tem compromisso com a saúde. Só se faz discurso em época de eleição para ganhar voto. Tenho uma preocupação muito grande com os colegas, mas principalmente com a população". O Hospital dos Ferroviários faz cerca de 800 cirurgias mês é o primeiro centro de tratamento de dependentes de álcool e drogas do estado com 16 leitos, além de realizar atendimento ambulatorial.

Na assembleia com os médicos, ficou definido que o Simes, por meio do seu Departamento Jurídico, representado pelo seu advogado Dr. Luiz Télvio Valim, solicitará a mediação do Ministério Público do Trabalho para averiguar as irregularidades nos contratos dos médicos, que não são firmados de acordo com a CLT. O Simes vai acionar judicialmente o tomador dos serviços, que é o Governo do Estado, para que todas as garantidas trabalhistas sejam concedidas aos médicos que atuam no Hospital dos Ferroviários.

Os direitos dos médicos precisam ser respeitados, independentemente se a gestão não deu certo. Os descontos são ilegais e vamos requerer do tomador do serviços o recolhimento do FGTS, carteira assinada e demais benefícios. Não estamos aqui para fechar postos de trabalho, mas para garantir direitos elementares dos trabalhadores", disse Dr. Télvio.

Em sua fala, Dr. Otto deixou claro que o assunto já é de conhecimento da Federação Nacional dos Médicos e que estes não podem ser penalizados por incompetências de gestão por parte do hospital e menos ainda por parte da Secretaria de Saúde, que deixou a desejar quanto à fiscalização da OS que administra do hospital. "A Sesa dormiu no ponto quanto a fiscalizar o caminho do dinheiro encaminhado àquele hospital e gerido por uma OS. O modelo de gestão tão idolatrado pelo Governo do Estado, se mostra cada vez mais incapaz de administrar os hospitais", finalizou.

A comissão de greve, formada por seis médicos do Hospital dos Ferroviários, vai negociar e após as comunicações às autoridades e ao Ministério Público do Trabalho, as atividades devem ser paralisadas na terça ou quarta-feira da próxima semana.
Fonte : SIMES



Avalie este conteúdo
Se você achou esse conteúdo interessante deixe seu voto clicando no botao "gostei". Os conteúdos melhor avaliados ficam em destaque para os outros usuários.


Este conteúdo tem 1596 visitas

Para votar, você precisa estar logado no site.


Comentários


Deixe seu comentário






Digite as letras que você vê na imagem ao lado:



Interatividade
Nossos canais na Web 2.0
 
Informativo eletr�nico
Cadastre-se e receba por email as not�cias da









Caso seja mais de um amigo, separe os emails por vírgula.

Para votar, você precisa estar logado no site.


Desenvolvimento: RBW Comunicação |
© Federação Nacional dos Médicos - FENAM (2008)