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ES: sindicato convoca assembleia com corpo clínico do Hospital dos Ferroviários


Foto: Simes
ES: sindicato convoca assembleia com corpo clínico do Hospital dos Ferroviários
A auditoria também revelou a precariedade da relação de trabalho e o descumprimento da legislação trabalhistas.


17/01/2013
Após anúncio do governo do Estado de Espírito Santo de suspensão do convênio com o Hospital dos Ferroviários, o Sindicato dos Médicos do Espírito Santo (Simes) convocou assembleia do corpo clínico para esta quarta-feira(16), às 19 horas na sede do Sindicato, para definir as ações a serem tomadas em defesa dos profissionais que lá atuam.

O convênio soma recursos da ordem de R$ 17,9 milhões anuais, sendo R$ 8,3 milhões de recursos estaduais e R$ 9,6 milhões de recursos federais, que não serão mais pagos e a prestação de serviços como internação clínica, hemodiálise, cirurgias não urgentes de ortopedia, bucomaxilofacial, varizes, otorrino e ginecológica já foi suspensa, sendo deliberada a demissão de 50% do quadro do hospital na última terça-feira (15).

A decisão pela convocação da assembleia dessa quarta-feira partiu de uma reunião do Sindicato com o corpo clínico do Hospital, convocada pelo seu diretor clínico Dr. Egliff Negreiros e realizada no dia 11 de janeiro, onde foi deliberado que o Simes será o representante oficial dos médicos nas negociação trabalhistas, frente ao iminente fechamento dos hospital por falta de recursos. O Simes, por meio do seu Departamento Jurídico, representado pelo seu advogado Dr. Luiz Télvio Valim, solicitará a mediação do Ministério Público do Trabalho para averiguar as irregularidades nos contratos dos médicos, que não são firmados de acordo com a CLT.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Médicos e vice-presidente da Fenam, Otto Baptista, a decisão da Secretaria Estadual de Saúde pela suspensão do convênio foi tomada após constatação de irregularidades com o uso dos recursos pela administração do Hospital. Além da má gestão por parte da OS responsável pela administração do Hospital, a auditoria revelou a precariedade da relação de trabalho e o descumprimento da legislação trabalhistas.

"Verificamos que os médicos estão tendo a retenção de 10% dos salários, há vários meses, sem que uma formal comunicação e autorização dos profissionais fosse feita, por exemplo". No mês de dezembro foram retidos 30% dos salários, com a alegação de que era preciso complementar a folha de 13º dos outros funcionários. "Além dos atrasos, sequestros de parte de seus salários em folha de pagamento dos médicos, os médicos ficaram totalmente prejudicados", disse Otto, enfatizando que a situação já chegou aos conhecimento da Fenam em Brasília.

Como representante único e legal nestas causas, o Simes já se comprometeu de imediato a representar todos os médicos em todas as instâncias para garantir os seus postos de trabalho, salários, direitos trabalhistas. "Os médicos não querem que o hospital feche suas portas, eles tem alí o seu local de trabalho e sustento, onde mudaram completamente a imagem negativa que existia naquele hospital, aumentando as especialidades com profissionais renomados, o número de cirurgias, consultas, internações clínicas, desafogando a rede estadual de saúde e, através deste trabalho, contribuem diretamente na questão social", disse Dr. Otto.

O presidente do Simes salienta que os médicos não podem ser penalizados por incompetências de gestão por parte do hospital e menos ainda por parte da Secretaria de Saúde, que deixou a desejar quanto à fiscalização da OS que administra do hospital. "A Sesa dormiu no ponto quanto a fiscalizar o caminho do dinheiro encaminhado àquele hospital e gerido por uma OS. O modelo de gestão tão idolatrado pelo Governo do Estado, se mostra cada vez mais incapaz de administrar os hospitais", finalizou.

Com a demissão de 50% do quadro de funcionários, o número de cirurgias no hospital cai de 800 procedimentos mês para 300 e o primeiro centro de tratamento de dependentes de álcool e drogas do estado com 16 leitos, também vai deixar de atender.
Fonte : Simes



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