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Médicos podem rejeitar planos de saúde



15/01/2013
Ideia do presidente do CFM é cobrar diretamente por consultas. Outros procedimentos continuariam cobertos pelas operadoras

O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Roberto Luiz d´Avila, quer que médicos de planos de saúde passem a cobrar seus pacientes pelas consultas. "A ideia é que eles se desvinculem dos planos para esse tipo de atendimento. O credenciamento passaria a valer apenas para outros procedimentos." A estratégia, uma forma de driblar os baixos honorários pagos pelas operadoras, teria apenas uma limitação: ela não poderia ser adotada por profissionais que atendessem nos hospitais dos planos de saúde ou médicos contratados.

Segundo esclarece a própria instituição, por enquanto, "não há nenhuma deliberação do CFM a esse respeito (desvinculação dos planos)" e que se trata, ainda, de uma "ideia". O representante pernambucano da Comissão Nacional de Honorários Médicos, Mário Fernando Lins, avalia que a proposta deverá ter apoio da classe médica em todo o País. "Os médicos estão insatisfeitos com os planos de saúde de uma forma geral", argumentou. De acordo com ele, os maiores problemas em relação a valores vêm dos planos de saúde ligados à Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge) e também dos ligados à Fenasaúde, que são os planos de seguradoras.

"Os planos pagam tabelas diferentes da CBHPM (Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos), que nós consideramos como referencial ético de pagamento", disse Mário Lins. Ele acredita que, se a proposta for mesmo colocada pelo Conselho Federal, os profissionais de saúde vão aceitar. "Se o CFM tiver alguma resolução nesse sentido, seremos obrigados a acatar", disse, salientando que os profissionais encontrarão uma saída para não prejudicar seus pacientes. "Estamos sensíveis em relação às consequências e vamos encontrar uma saída para não prejudicá-los. Atuaremos em parceria com Defensoria Pública e Ministério Público, para que esse imbróglio não prejudique os pacientes, que são a nossa razão de ser."

HOSPITAIS

O pagamento dos serviços prestados pelos hospitais aos pacientes também é motivo de muitas brigas com os planos de saúde. Por isso, o setor inicia este ano um novo modelo de pagamento de despesas hospitalares, dentro de uma proposta discutida dentro da ANS. O acordo entre as partes prevê a adoção de novos modelos de remuneração dos atendimentos feitos aos clientes dos planos de saúde.

Pelo método atual, denominado "conta aberta por unidade de serviço" (fee-for-service), cada item utilizado na internação do paciente é detalhado na conta, após um processo de faturamento em que profissionais de saúde contratados pelo hospital analisam a internação. Nesse modelo, os planos de saúde também têm grandes equipes contratadas para rever as contas e discutir valores e quantidades cobrados, que são conhecidas como glosas.

No novo modelo proposto, o peso administrativo é menor, já que os itens frequentes em uma internação passam a ser cobrados de forma agrupada. Ou seja, serviços de enfermagem, administrativos e recursos físicos (móveis, instrumentais cirúrgicos, utilização de salas, materiais descartáveis, entre outros) serão cobrados como um único item na conta hospitalar. O objetivo é fazer com que os hospitais passem a oferecer produtos completos aos planos de saúde. Uma cirurgia, por exemplo, passará a ser um item único na conta hospitalar, já contemplando todo o período de internação do paciente, bem como os recursos humanos e físicos necessários.
Fonte : Jornal do Commercio



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