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Brasileiro rejeita imposto para a saúde


Foto: Divulgação/Internet
Brasileiro rejeita imposto para a saúde
Apesar de 61% dos brasileiros reprovarem o sistema público de saúde e 95% acreditarem que o setor precisa de investimentos, praticamente toda a população (96%) é contrária à criação de impostos para melhorar a situação.


13/01/2012
Brasília – Apesar de 61% dos brasileiros reprovarem o sistema público de saúde e 95% acreditarem que o setor precisa de investimentos, praticamente toda a população (96%) é contrária à criação de impostos para melhorar a situação. As informações são da pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira: Saúde Pública, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quinta-feira, 12 de janeiro.

Para 82% dos entrevistados, o governo deve acabar com a corrupção para obter mais recursos para a saúde. Outra solução, apontada por 53% das pessoas, é a redução de desperdícios. Somente 18% da população acreditam que seja necessário transferir recursos de outras áreas para o setor.

Conforme o gerente-executivo da Unidade de Pesquisa da CNI, Renato da Fonseca, outras pesquisas feitas pela instituição mostram que, na opinião dos brasileiros, os tributos em vigor são suficientes para garantir a oferta de serviços públicos básicos, como saúde e educação. "De tempos em tempos, sempre vem a proposta de criação de um imposto para financiar a saúde. Na visão dos brasileiros, se o governo acabar com a corrupção e com os desperdícios é possível alocar mais recursos para o setor", destaca o economista.

De acordo com o estudo, o principal problema do sistema público de saúde é a demora no atendimento, assinalado por 55% dos entrevistados. Em seguida, está a falta de equipamentos e de unidades de saúde, apontado por 10% das pessoas, e a falta de médicos, indicado por 9% da população.

Segundo a pesquisa, esses problemas estão ligados, pois a demora no atendimento em hospitais e postos de saúde se deve, principalmente, à falta de equipamentos e de médicos. "Para a população, no entanto, é o resultado final – a demora para ser atendido – que aparece como o principal problema", explica o estudo.

Para melhorar a situação, 57% dos entrevistados dizem que é preciso aumentar o número de médicos. Outros 54% afirmam que o governo deve equipar melhor os hospitais públicos e os postos de saúde. A terceira ação, assinalada por 30% dos brasileiros, é o aumento de salário para os médicos.

DESAFIOS – Na avaliação de 85% da população, o serviço público de saúde não melhorou nos últimos três anos. Para 43% dos entrevistados, houve piora na saúde pública no período. O estudo da CNI aponta ainda que, nos últimos 12 meses, dos entrevistados que fizeram algum tratamento de saúde, 79% usaram a rede pública. O serviço público recebeu de seus usuários nota média de 5,7, em uma escala de zero a dez. Conforme a pesquisa, quanto maior a nota, melhor o serviço. Já os hospitais particulares receberam nota média de 8,1 de seus usuários.

Os hospitais públicos são os principais fornecedores de serviços de saúde para 68% da população enquanto a rede privada é usada de forma exclusiva por apenas 10% dos brasileiros. Segundo a pesquisa, a procura por hospitais e clínicas particulares está diretamente relacionada à propriedade de um plano de saúde. Entre os entrevistados que usam somente o serviço privado, 91% têm plano de saúde. Entre os que utilizam apenas a rede pública de saúde, só 1% têm plano de saúde.

O estudo revela ainda que 95% dos entrevistados concordam com a oferta gratuita de serviços de saúde. Mesmo assim, 68% consideram injusto todos pagarem pelo sistema independentemente do uso da rede pública de saúde."Esses dados mostram um paradoxo, pois para ofertar serviços de saúde gratuitos para toda a população, é preciso que toda a sociedade pague por isso", destaca Renato da Fonseca.

A pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira: Saúde Pública foi realizada pela CNI em parceria com o Ibope. Foram ouvidas 2.002 pessoas em 141 municípios entre os dias 16 e 20 de setembro de 2011. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais e o grau de confiança é de 95%.
Fonte : Confederação Nacional da Indústria (CNI)



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