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RS: com pessoal insuficiente, UTI do HPS de Porto Alegre volta a receber pacientes



16/11/2011
Depois das denúncias do Sindicato Médico do RS (SIMERS), a UTI Clínica do HPS de Porto Alegre retomou parte da ocupação de leitos da unidade no final desta segunda (14). O SIMERS apontou que, pelo menos, dois dos nove leitos da unidade, mantinham-se desocupados, mesmo com demanda de pacientes graves internados no próprio hospital, mas na área de politraumatizados. Demora de meses para contratar 50 técnicos de enfermagem inviabiliza o funcionamento pleno do hospital, gerando bloqueio de vagas.

Segundo o presidente do SIMERS, Paulo de Argollo Mendes, o paciente que estava desde sexta à espera de uma vaga foi transferido à UTI, depois da alta de um doente, e outro que também estava na área de politraumatizados foi levado ao setor de cuidados intensivos. "Nossa preocupação é o número de técnicos de enfermagem. Mesmo com mais internados, continuam três técnicos quando resolução federal determina um a cada dois leitos, mais um de apoio. Com isso, deveria haver cinco profissionais da função", adverte.

Argollo pediu, em reunião na manhã desta segunda (14), que o Ministério Público Estadual cobre medidas do município para agilizar a contratação de pessoal para o Hospital de Pronto Socorro. A promotora Ângela Rotunno, da Promotoria de Direitos Humanos, disse que chamará o secretário da Saúde, Carlos Casartelli, para ouvir as razões da falta de profissionais e avaliar a possibilidade de contratação emergencial, até que concursados assumam as vagas, o que pode levar mais de um mês.

A falta de 50 técnicos de enfermagem reduz a capacidade de atendimento. A gradativa desativação da UTI Clínica, mesmo que temporariamente, foi anunciada em circular da direção técnica do HPS na sexta (11). Mas no sábado, após o SIMERS tornar pública a medida devido ao impacto no atendimento, Casartelli voltou atrás e emitiu nova circular, que descarta a desativação da UTI, mas aponta que serão priorizados pacientes de trauma. Casos clínicos serão atendidos e estabilizados para depois serem transferidos a outras instituições, diz a circular.

"A situação está crítica e só chegou a este ponto porque a gestão da Secretaria da Saúde não agiu a tempo. Não descobriram na noite de sexta passada que a carência era de cinco dezenas de técnicos", lamentou o dirigente. "Não podemos nos dar ao luxo de ficar sem um leito. Está tudo superlotado. O HPS deve cumprir seu papel de assistir a população", reforçou. O HPS tem 27 leitos de UTI adulta - 12 de trauma, 9 clínicos e 6 de queimados.
Fonte : SIMERS



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