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Alagoas: médicos do PSF decidem manter greve


Foto: divulgação/Sindmed Alagoas
Alagoas: médicos do PSF decidem manter greve
Decisão foi tomada após uma longa assembleia realizada nesta terça-feira, dia 4


05/10/2011
Após uma longa assembleia realizada na noite desta terça-feira (04), a categoria médica do Programa de Saúde da Família (PSF) decidiu pela manutenção da greve, tendo em vista a reivindicação do piso salarial de R$ 9.188,22, preconizado pela Federação Nacional dos Médicos, em cumprimento a uma jornada de trabalho de 40 horas semanais. Atualmente, os salários de grande parte dos médicos de Alagoas correspondem a R$ 5 mil.

O presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas e vice-presidente da FENAM, Wellington Galvão, explicou que a adesão dos profissionais ao movimento já perfaz o índice de 90%, visto que a insatisfação é grande, principalmente no que concerne à recente determinação do Ministério Público Federal (MPF) quanto ao cumprimento da carga-horária.

"Foi de grande valia a assembleia de hoje, pois avaliamos os profissionais que já haviam aderido ao processo e os que aderiram agora a pouco. Queremos negociar junto às prefeituras, que, apesar de não serem as culpadas pela situação em que nos encontramos, seus representantes são os nossos patrões", destacou Galvão, reportando-se ao reajuste mínimo de 18,5%, concedido aos médicos desde a criação do programa. Segundo o presidente, tal diferença salarial deve-se ao repasse do Ministério da Saúde (MS), que não conseguiu acompanhar o aumento do salário mínimo. "Com isso, a responsabilidade do repasse acaba sobrando para os municípios, ou seja, 70% de todos os recursos. Na verdade, a saúde deveria ser tripartite: União, Estado e município, mas não é a realidade que vivenciamos", explica.

Caso a categoria não consiga avançar nas negociações, poderá haver evasão de boa parte dos profissionais. "Não queremos a saída dos médicos, pois a sociedade será penalizada. Temos esperanças de que o quadro vai ser revertido e o piso salarial, atingido; só para se ter uma noção, os salários dos profissionais do Estado encontram-se defasados há 15 anos", lembrou Wellington Galvão.

Na próxima segunda (10), a categoria se reunirá em mais uma assembleia, seguida de um ato público, que ocorrerá às 11h, em frente à Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), situada na Avenida Dom Antônio Brandão, no bairro do Farol.

Maceió

Enquanto o interior do Estado adere ao movimento, de maneira maciça, os médicos da capital não possuem motivos para tais reivindicações. "Maceió já negociou o Plano de Carreiras. Posso afirmar que a cidade já fez o seu dever de casa", afirmou o presidente do sindicato, que aguarda a adesão de 10% do restante dos municípios.

Apesar da grande mobilização grevista, o sindicato garante que 30% dos serviços continuam em pleno funcionamento.
Fonte : Gazeta Web (http://gazetaweb.globo.com)



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