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Dirigentes de entidades médicas explicam, em entrevista coletiva, como será a paralisação no atendimento aos planos de saúde


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Dirigentes de entidades médicas explicam, em entrevista coletiva, como será a paralisação no atendimento aos planos de saúde
Cid Carvalhaes explica aos repórteres como será a mobilização em todo o país nesta quarta-feira


20/09/2011
Representantes das três entidades médicas nacionais, Federação Nacional dos Médicos (FENAM), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Médica Brasileira (AMB), concederam entrevista coletiva nesta terça-feira, 20, em Brasília, para explicar aos jornalistas e a população os motivos que levaram a categoria a decidir paralisar, por 24 horas, o atendimento aos usuários de planos de saúde. A paralisação acontece em todo o pais nesta quarta-feira, dia 21, e foi motivada pela recusa de alguns planos de saúde em negociar a revisão dos honorários médicos, ou por terem proposto percentuais irrisórios e ainda insistido em manter medidas que interferem no relacionamento médico/paciente.

Na coletiva, foram apresentados os planos de saúde que terão o atendimento interrompido em todos os estados e no Distrito Federal. O presidente da FENAM, Cid Carvalhaes, explicou como funcionará a mobilização. Ele garantiu que os serviços de urgência e emergência nao serão atingidos pela suspensão no atendimento. "Os serviços de urgência e emergência são setores intocáveis e serão atendidos como sempre foram, em todo o país. Cada estado escolheu seus planos e vamos obedecer a uma diretriz traçada anteriormente, graças ao trabalho e empenho das Comissões Estaduais de Honrários Médicos. As consultas que forem interrompidas poderão ser remanejadas. Tudo sem prejuízo ao paciente, até porque o movimento é feito em defesa do próprio usuário", assinalou o dirigente da FENAM.

Carvalhaes completou dizendo que as situações são diferentes em cada unidade da Federação e por isso torna-se difícil estabelecer uma uniformidade nacional que valha para todos. Mas, segundo ele, mesmo com as peculiaridades, os pontos comuns da luta da categoria médica já estão definidos.

Desdobramento

O protesto desta quarta-feira é um desdobramento do ato de 7 de abril deste ano, quando médicos de todo o Brasil interromperam, pela primeira vez, o atendimento aos usuários de planos de saúde, em uma mobilização considerada uma das maiores manifestações já realizadas pela categoria médica no país. Agora, a paralisação atingirá as empresas da área de saúde suplementar que continuam se recusando a negociar reajustes dos honorários ou que propuseram percentuais considerados insuficientes pela categoria.

Para Cid Carvalhaes, no entanto, desde o início do ano houve avanços em relacao aos problemas enfrentados pelos médicos na área de saúde suplementar. "A expectativa é boa, a adesão ao movimento é muito grande e com sensibilização enorme. Nós temos diálogos estabelecidos com o Congresso Nacional, Câmara dos Deputados, Senado Federal e Agência Nacional de Saúde Suplementar. Então, a situação é, de fato, muito diferente do que era no princípio do ano e apesar de insuficientes, foram feitos alguns reajustes razoáveis", declarou Cid Carvalhaes.

Seguindo o cronograma das entidades médicas nacionais, na manhã desta quarta (21) também haverá um café da manhã com parlamentares na Câmara dos Deputados, quando os médicos entregarão um dossiê da saúde suplementar e defenderão mudanças no setor. Foi solicitada, ainda, uma audiência com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para 11 horas.

No dia 27 de setembro, representantes das entidades que organizam o movimento deverão se reunir para avaliar a mobilização em cada estado e debater os novos rumos do movimento.

Veja como será a paralisação em seu estado
Fonte : Fernanda Lisboa e Denise Teixeira



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