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Campinas: médicos decidem por paralisação regional aos planos de saúde


Foto: Imprensa/Sindimed Campinas
Campinas: médicos decidem por paralisação regional aos planos de saúde
Médicos param de atender usuários de planos de saúde em Campinas e região no próximo dia 25


22/08/2011
No dia 25 de agosto, os médicos vão suspender o atendimento aos usuários de planos de saúde em Campinas e região. A decisão foi tomada na assembleia realizada na última quinta-feira (21). A data de 25 de agosto foi definida pela categoria médica como o Dia de Mobilização Regional pela Qualidade da Saúde Suplementar.

A partir de 1 de setembro, os médicos seguirão o cronograma estadual de paralisações, aprovado na assembleia do dia 30/06. Essas paralisações serão por especialidade e somente aos convênios que não se posicionaram favoráveis às reivindicações apresentadas pelo movimento que negocia com as operadoras. As operadoras definidas na assembleia estadual são Gama Saúde, Greenline, CET, Intermédica e Notredame

Além dessas, a assembleia de Campinas definiu também paralisações nos atendimentos das operadoras regionais: Assimédica, Coopus, Samaritano, Beneficiência Portuguesa, Master Saúde, Santa Tereza e Madre Teodora.

O calendário de paralisações será por especialidade médica, para não prejudicar o usuário e segue a determinação da assembleia estadual:

1 a 3 de setembro – Ginecologia
8 a 10 de setembro – Otorrinolaringologia
14 a 16 de setembro – Pediatria
21 a 23 de setembro – Pneumologia
28 a 30 de setembro – Cirurgia Plástica

As demais especialidades ainda não têm calendário definido.

Segundo os organizadores, o Movimento Médico pela Qualidade da Saúde Suplementar não luta só por reajuste de honorários, mas, principalmente, contra a pressão de muitas operadoras de saúde, para que o médico reduza as solicitações de exames, internações e demais procedimentos que podem colocar a vida do usuário em risco.

Os médicos reivindicam

- fim das pressões das empresas para que reduzam solicitações de exames, de internações e de outros procedimentos, interferências abusivas que colocam em risco a saúde dos pacientes,
- R$ 80,00 por consulta,
- inserção, no contrato com as operadoras, de uma cláusula que preveja reajuste anual nos honorários com base no índice de aumento das mensalidades dos usuários autorizado pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar),
- procedimentos atualizados proporcionalmente de acordo com o sistema de Hierarquização da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM).

Organizam este movimento o Sindicato dos Médicos de Campinas (SINDIMED), Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas (SMCC), Associação Paulista de Medicina Regional Indaiatuba, Associação Paulista de Medicina (APM), Federação Nacional dos Médicos (FENAM) , Conselho Regional de Medicina (CRM) e Sociedades de Especialidades Médicas.
Fonte : Imprensa/Sindimed Campinas, com edição de Denise Teixeira



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