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Pediatras são exemplo de mobilização



03/02/2011
Depois do movimento vitorioso dos pediatras do Distrito Federal, em 2009,quando romperam contratos e boicotaram os planos de saúde -que pagavam, em média, R$ 48 por consulta e hoje pagam entre R$65,00 e R$ 88,00-, seguidos pelos pediatras de Paraná e Espírito Santo, em processo de negociação, o movimento chega agora ao Nordeste. Os pediatras de Sergipe suspenderam, em 24 de janeiro, o atendimento aos usuários de 14 planos de saúde do Estado devido ao valor irrisório pago pelas operadoras,entre R$ 30 e R$ 38 a consulta. A paralisação teve início porque as operadoras não deram respostas aos pediatras, que reivindicam o mínimo de R$60 a R$ 80 por consulta.

Para discutir o impasse, no dia 28 de janeiro, representantes da Sociedade Sergipana de Pediatria, do Sindicato dos Médicos,do Conselho Regional de Medicina e da Sociedade Médica de Sergipe reuniram-se com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e com a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon). A presidente da Sociedade Sergipana de Pediatria, Glória Tereza Lopes, está confiante. "Tivemos grande adesão dos colegas pois nossa proposta foi encaminhada aos planos e, como não responderam, nosso entendimento foi de que estavam quebrando os contratos. Além da união da nossas entidades, foi bom trazer a ANS e Procon, pois tudo isso agiliza a solução."

Até o fim das negociações o movimento recomenda aos usuários dos planos de saúde que ainda não negociaram com os pediatras, que paguem pelas consultas e solicitem recibos para que seja possível o ressarcimento.

MOBILIZAÇÃO
Ginecologistas e obstetras: Em São Paulo, a Sogesp, que havia lançado campanha de denúncia de baixos honorários e promovido um dia de paralisação em novembro de 2010, sinaliza com novas mobilizações, caso não surtam efeito as negociações em curso com as principais operadoras.

Anestesistas: No final de outubro do ano passado, cerca de 70% dos anestesistas de São Paulo suspenderam o atendimento por 24 horas.Até o momento,as operadoras não deram respostas satisfatórias e a Saesp já prepara nova etapa de paralisações.

Cirurgiões vasculares: A Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) está concluindo uma rodada de 60 dias de negociações com os planos de saúde. Para 10 de fevereiro está programada
uma reunião para avaliar os resultados. Se não atingirem os objetivos,
os especialistas podem iniciar uma paralisação.

Ortopedistas e traumatologistas: Conforme discutido no 1º Fórum Nacional de Defesa Profissional da SBOT, que aconteceu durante o Congresso Brasileiro da especialidade, em novembro passado, os médicos apresentaram às operadoras a reivindicação do mínimo de R$ 80 a consulta. Em fevereiro, a SBOT vai avaliar se ocorreram avanços, não descartando a possibilidade de paralisação.

Urologistas: A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) vai deflagar em breve uma campanha nacional para demonstrar o aviltamento da especialidade, que recebe dos planos, por exemplo, R$ 25 por uma cirurgia de fimose. Estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que os urologistas tiveram perdas de até 70% nos valores pagos por procedimentos em menos de 10 anos. Uma das propostas da SBU é deixar de atender alguns convênios.
Fonte : Boletim da Comissão de Saúde Suplementar



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