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Entidades debatem a realidade do médico e da saúde na Região Norte


Foto: divulgação/Simero
Entidades debatem a realidade do médico e da saúde na Região Norte
O congresso reuniu dirigentes de diversas entidades e contou com debates sobre formação e residência médica e mercado de trabalho, entre outros


09/09/2010
Pela primeira vez, a realidade do médico da Região Norte foi debatida em um congresso que a Federação Médica da Amazônia (FEMAM) e o Sindicato dos Médicos de Rondônia (SIMERO) realizaram nos dias 10 e 11, no auditório do Conselho Regional de Medicina, em Porto Velho. O congresso contou com palestras e debates sobre temas como formação e residência médica, mercado de trabalho, saúde pública, saúde suplementar, direito e saúde médica, além de discussões sobre a atuação do sindicato no Estado e ainda a posse da nova diretoria do Simero. O futuro da saúde em Rondônia também foi discutido no evento, através da participação de candidatos ao Governo do Estado, que apresentaram seus planos de governo para o setor.

Com o tema "Medicina na Região Norte", o I Congresso do SIMERO e da FEMAM contou com a participação do presidente da Federação Nacional dos Médicos, Cid Carvalhaes, que falou sobre a atuação da FENAM e a importância da interação entre os profissionais. "Congressos como este são importantes, porque trazem os médicos à interação, trocando experiências e conhecimentos. A Federação tem como objetivo avaliar, adequar faculdades de medicina, novos cursos, funcionamento, fiscalização e adequação do profissional no âmbito nacional", afirmou.

Durante o debate com os representantes dos candidatos ao Governo do Estado, os médicos cobraram melhores condições de trabalho e aumento de salário. "Candidatos ausentes nessas oportunidades demonstram a falta de compromisso com a população ou não conhecem o problema da saúde de seu Estado e têm medo de se expor", acrescentou o presidente da FENAM.

Para o presidente do Simero, Rodrigo Almeida de Souza, as palestras foram de excelente qualidade. "Os debates acrescentaram informações importantes para os médicos e estudantes que prestigiaram o primeiro encontro. Nossa expectativa é que todos os anos possamos realizar uma edição" frisou o dirigente.

O evento contou com o apoio da Associação Médica de Rondônia e Conselho Regional de Medicina, e, segundo Rodrigo Almeida, representou uma oportunidade de reflexão sobre a prática da medicina na região. "A Região Norte tem suas características diferentes. Temos poucos profissionais e um mercado amplo. Hoje em dia, muitos profissionais preferem ficar nos grandes centros e acabam não indo para regiões mais distantes. Então, é um grande desafio para o médico da região ter um campo de trabalho enorme e todas as dificuldades para exercer a profissão e conseguir se atualizar", afirma o presidente do Sindicato.

Para solucionar problemas como esse, que também afetam outras regiões do país, Rodrigo Almeida considera que, primeiramente, é preciso implantar políticas de saúde para fazer com que o médico tenha algum tipo de vantagem quando vai para locais mais distantes. "Hoje é muito fácil, o profissional faz residência médica em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte e acaba dando continuidade ao seu trabalho nessas regiões, onde já começou a seguir seu caminho. Por isso, é preciso que se tenha algum tipo de política, um emprego ou alguma garantia de carreira para fazer com que o médico saia de onde está, muitas vezes perto da família e do seu local de formação, para se fixar em regiões mais distantes", assinalou o dirigente.

Saúde suplementar

No setor de saúde suplementar, no entanto, Rodrigo Almeida diz que Rondônia não enfrenta mais determinados problemas que outros estados vêm enfrentando com grande dificuldade, como por exemplo a implantação da CBHPM. "Em Rondônia, não existe mais a discussão de implantação da tabela; existe, sim, a discussão de quantas vezes o convênio vai pagar. Grande parte dos convênios já paga duas vezes a tabela. A área de saúde suplementar não é problema em Rondônia, porque nós temos uma remuneração melhor do que em outras regiões do país. O que acontece é que a quantidade de pessoas que possuem planos de saúde não é tão grande quanto em outras regiões. A população precisa mais da saúde pública e quando se fala em saúde pública, como existe a escassez de profissional, ele precisa optar se vai trabalhar na saúde suplementar ou na saúde pública. E como o salário da saúde pública, muitas vezes, não consegue acompanhar o salário da área de saúde privada, acaba existindo uma quantidade muito pequena de profissionais na saúde pública e uma grande dificuldade de atendimento a população", enfatizou.

Atenção básica

Na área de atenção básica, o presidente do SIMERO disse que praticamente todas as prefeituras têm Programa de Saúde da Família, mas apresentando as mesmas dificuldades relacionadas à quantidade de profissionais no mercado de trabalho. "Aqui você tem muita oferta e poucos médicos, o que acaba sendo bom para o profissional, porque ele tem como escolher o local onde vai trabalhar. Mas, ao mesmo tempo, para a sociedade é difícil, pois acaba ocorrendo escassez de médicos em muitas áreas. Isso provoca a centralização do médico na capital e muitas cidades ficam com poucos médicos, fazendo com que os municípios do interior não tenham seus problemas resolvidos. Isso significa pegar a ambulância e ir para a capital resolver os problemas, ou seja, a "ambulancioterapia", concluiu.



Fonte : Denise Teixeira, com colaboração de Ana Paula da Fonseca e Assessoria de Imprensa do Simero



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