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Alagoas: sindicato dos médicos arrecada donativos para vítimas da enchente



24/06/2010
O Sindicato dos Médicos de Alagoas está arrecadando donativos para as vítimas da enchente que destruiu diversos municípios daquele estado. A entidade pede, principalmente, que sejam doados alimentos não perecíveis, água mineral, fraldas descartáveis infantis, colchões, sapatos e roupas. O posto de coleta fica na sede do sindicato, rua Professor Teonilo Gama, 186, Trapiche da Barra, em Maceió.

Além de sofrer com a perda de familiares e de bens materiais, as populações alagoana e também a de Pernambuco, outro estado atingido pelas enchentes no Nordeste, enfrentam ainda o problema da falta de médicos para assistência às vítimas. Médicos do Rio de Janeiro, Brasília e de São Paulo, especialistas em catástrofes, seguem para Alagoas, mas ainda há escassez de profissionais. Segundo informações do sindicato, algumas prefeituras estão pagando por plantões, mas os que não têm condições de fazer contratações extras precisam da solidariedade dos voluntários.

A diretoria do Sinmed pede aos médicos que puderem trabalhar voluntariamente, ou aos que tiverem disponibilidade para contratação temporária, que entrem em contato com o sindicato através do telefone (82) 3221-0461.

Conforme informou a diretoria do Sinmed, os secretários municipais de saúde que entraram em contato com o sindicato afirmam que a situação em seus municípios é desesperadora. Os relatos são praticamente idênticos e as doenças relacionadas às chuvas começam a surgir, atingindo principalmente crianças e idosos. Em muitas cidades, postos de saúde foram destruídos e estoques de medicamentos e material de atendimento foram perdidos.

"A situação aqui em Alagoas realmente é muito grave. Não foi uma enchente, foi uma tsunami", lamenta o presidente do Sinmed e secretário de Relações Trabalhistas da FENAM, Wellington Galvão. Ele lembrou que em Alagoas a chuva destruiu quase que totalmente 20 cidades.

"Estamos com essa campanha para arrecadar donativos e ver se conseguimos levar diretamente a ajuda da saúde. Precisamos continuar nessa luta tentando ajudar nossos irmãos aqui de Alagoas, porque realmente a situação é muito grave", ressaltou Galvão.

Sobre a falta de médicos, Wellington disse que há realmente poucos profissionais no estado e quase todos têm seus vínculos empregatícios. "Por exemplo, tem um município para o qual a secretária de Saúde pediu que eu arranjasse quatro médicos para trabalhar, inclusive pagando R$800,00 por dia de plantão, e eu não consegui esses médicos, porque ninguém tem disponibilidade em cima da hora, todo mundo está ocupado, a não ser os que já atuam nessas regiões, os poucos médicos dessas cidades que trabalham em PSF (Programa de Saúde da Família) e estão cumprindo seu papel ajudando as prefeituras e as comunidades. Só para se ter uma idéia, em vários municípios até os prédios das secretarias de Saúde foram levados pela enxurrada; não sobrou documento, não sobrou nada. E em vários municípios as próprias prefeituras também foram levadas pela força das águas. Então, a situação é muito grave e a previsão é de que se leve um longo tempo para recuperar tudo, porque a visão que temos hoje aqui é a de que foi um desastre muito maior do que aquele de Santa Catarina. Tem cidade que chegou a 90% de destruição. O rio passou e levou tudo. Tem muita gente desaparecida; as informações são desencontradas no número de vítimas fatais. Foi muito grave, lamentou Wellington Galvão.

Ao finalizar, Wellington disse que a FENAM está ajudando à população alagoana e pernambucana, através de dirigentes que têm solicitando médicos para os estados atingidos pela enchente no Nordeste.

"Já estão chegando médicos do Rio de Janeiro, de Brasília, através do Exército e do SAMU. São médicos especialistas em catástrofes, e acho que esses são os principais profissionais, aqueles especializados em catástrofes, porque o problema maior hoje é ver o que fazer com esse povo que perdeu tudo, é de estrutura, de materiais básicos. A FENAM está sendo solidária", concluiu o presidente do Sinmed/AL.
Fonte : Denise Teixeira e Ana Paula da Fonseca



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