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Congresso médico debate rumos do Programa de Saúde da Família


Foto: Sindimed/BA
Congresso médico debate rumos do Programa de Saúde da Família
Médicos se reuniram em Salvador para debater rumos do PSF, Programa de Saúde da Família.


07/12/2009
Médicos de vários municípios da Bahia e de outros estados debateram, nos dias 04 e 05 de dezembro, o Programa de Saúde da Família, durante o II Congresso Médico do PSF, realizado no auditório do Hotel Pestana, em Salvador. O evento foi organizado pelo Sindicato dos Médicos da Bahia, com o apoio da Federação Nacional dos Médicos (FENAM). A abertura dos trabalhos foi feita pelo presidente do Sindicato dos Médicos da Bahia e secretário geral adjunto da FENAM, José Caíres Meira, que destacou a importância de se debater o programa, principalmente no momento em que o governo do estado prepara um Plano de Carreira, Cargos e Salários para os profissionais do PSF.

Além de José Caires, a mesa principal do evento foi composta pelo secretário de Formação Profissional e Residência Médica da FENAM e presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo, Cid Carvalhaes, o secretário de Saúde do Estado, Jorge Solla, e o vice-presidente do Sindimed-BA, Francisco Magalhães.

Jorge Solla apresentou a proposta do governo de reestruturação do Sistema Único de Saúde no Programa de Saúde da Família, através da Fundação Estatal de Saúde da Família, que ele classificou como "uma inovação radical". A intenção do governo é de que, a partir de março de 2010, a Bahia seja o primeiro estado do país a implantar uma carreira intermunicipal de abrangência estadual. Solla apresentou dados, destacou a importância de se valorizar a carreira dos que atuam no Programa de Saúde da Família e criticou a rotatividade de profissionais.

"Falta um vínculo entre os profissionais e a população. É necessário um acompanhamento regular de determinado paciente por uma mesma equipe de saúde", destacou o secretário, que ainda fez duras críticas a um modelo institucional que para ele prejudica muito o país.

"Existe uma lei de responsabilidade fiscal que impede certos avanços nos investimentos, mas não há uma lei de responsabilidade sanitária que obrigue os gestores a manterem os hospitais e centros de saúde. E ainda existem setores que possuem privilégios e não querem que outros recebem melhorias. É uma hipocrisia", assinalou o secretário, destacando o lançamento do edital do concurso público para o PSF, já disponível.

Após o secretário de saúde, foi a vez de Cid Carvalhaes, que apontou a posição da Federação em relação às fundações estatais e disse ser contra esse modelo de gestão. Para Cid, é com muita preocupação que a Fenam observa essa investida do governo, inclusive criticando o edital, que oferece pouco mais de R$ 4 mil ´por 40 horas semanais, quando a proposta da Fenam é de R$ 8mil por 20horas.

Saúde da Mulher

Saúde da Mulher foi o tema apresentado pelos palestrantes Davi Costa, Paulo Spínola e João Paulo Farias. Eles falaram sobre prevenção, parto, e a violência praticada contra a mulher. Reconhecido como um dos maiores especialistas no assunto na Bahia, Paulo Spínola falou sobre as alternativas que os médicos têm no caso da contracepção de emergência. Já João Paulo Farias apresentou dados sobre a importância do pré-natal.

Saúde da criança e SUS

A infectologista Jacy Andrade falou sobre a importância da vacinação para crianças e para todas as idades, bem como para os profissionais de saúde. A pediatra Margareth Handan abordou o tratamento infantil antes mesmo da concepção, discutindo o cuidado do binômio mãe/pai. O pré-natal, o nascimento saudável, o aleitamento materno, o preenchimento da caderneta de saúde e o teste do pezinho foram destacados como cuidados essenciais à saúde das crianças que ajudam a reduzir a mortalidade. Depois das exposições, o debate seguiu em torno das dificuldades diante da falta de recursos e profissionais, para a viabilização para a implantação prática do modelo ideal do tratamento infantil no PSF, principalmente no interior do estado.

O professor do Instituto de Saúde Coletiva, Jairnilson Paim, abordou os avanços e expectativas para o Sistema Único de Saúde, com estatísticas sobre o PSF, que atualmente conta com quase 20 mil equipes de médicos no Brasil e 2,4 mil na Bahia. Ele destacou ainda o trabalho dos profissionais do PSF como responsáveis por uma redução de 20% da mortalidade infantil, mas considerou as dificuldades enfrentadas pela falta de recursos.

No segundo dia do congresso, médicos de várias partes da Bahia discutiram as questões de doenças como diabetes e hipertensão e relações de trabalho da categoria. A abertura ficou a cargo de José Caíres.

Prevenção do Diabetes Mellitus

O primeiro tema a ser debatido no sábado, 05/12, foi a Prevenção do Diabetes Mellitus, tema que ficou a cargo de Osmário Sales. Ele apresentou gráficos, fez comparações e falou sobre como diagnosticar previamente e obter os melhores resultados no tratamento da doença. O médico mostrou que existem pré-sintomas que passam despercebidos e que se fossem levados mais a sério poderiam prevenir complicações.

Hipertensão Arterial

O médico Getúlio Borges mostrou a questão da hipertensão arterial. Em sua palestra, Borges mostrou gráficos, profilaxia e o avanço da doença com o passar dos anos. Após a apresentação, ocorreu um debate, no qual os médicos tiraram suas dúvidas sobre dosagem de medicamentos e quais seriam os mais indicados para o tratamento, entre outros pontos.

Relações de Trabalho

Com o tema Relações de Trabalho, no qual foram abordadas as questões referentes à Fundação Estatal e às exigências dos médicos do PSF, entre outros itens, o Congresso foi encerrado, com a categoria manifestando interesse em realizar uma segunda edição do evento.
Fonte : Assessoria de Imprensa do Sindimed/BA, com edição de Denise Teixeira


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