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Pernambuco: médicos de Caruaru pedem demissão



26/08/2009
Em ato público realizado na manhã desta terça-feira (25), os médicos da rede de pública de Caruaru entregaram 105 pedidos de exonerações, de uma relação de 108 profissionais que a Secretaria Municipal de Saúde encaminhou ao Sindicato dos Médicos de Pernambuco há três meses.

Os médicos voltaram a cobrar transparência do prefeito José Queiroz sobre os gastos com a saúde no município. Apesar de prometido, os gastos não foram apresentados até hoje pela prefeitura. Além disso, a categoria protestou contra a postura intransigente e autoritária da secretária de saúde, Maria Cristina Sette, que, segundo a diretoria do Simepe, criou dificuldades na negociação.

"Faz vergonha o prefeito dizer que não pode pagar ao médico salário de R$ 3.060, enquanto paga R$ 9 mil a um assessor de gabinete. Que vergonha senhor prefeito!", denunciou um médico.

"Dizer que governa sem médicos é, no mínimo, falta de respeito com os profissionais e, sobretudo, com a sofrida população caruaruense. O prefeito que tem plano de saúde não precisa da saúde pública, mas o povo precisa", desabafam os dirigentes do Simepe.

DEMISSÃO COLETIVA
Na noite de segunda-feira, dia 24, na Sociedade de Medicina, os médicos realizaram assembléia geral e a categoria ratificou a decisão pela demissão coletiva, aprovada desde a semana passada.

O vice-presidente do Sindicato dos Médicos, Sílvio Rodrigues, classificou a decisão como uma das mais importantes dos últimos tempos e salientou que o movimento pela valorização e pela assistência à saúde de Caruaru assumiu proporções significativas. "Os profissionais exigem respeito e carreira digna", destacou.

O presidente do Conselho Regional de Medicina (Cremepe), André Longo, lamentou a falta de habilidade política do prefeito José Queiroz e enfatizou que a estruturação da carreira médica com concurso público, PCCCV, e equiparação salarial com o Estado são essenciais. "Trata-se de uma medida extrema da categoria, mas de altivez e compromisso com a população", ressaltou.

Para o advogado da Defensoria Médica, Mauro Feitosa, pedir exoneração é uma garantia constitucional, exercício de direito e legal. Ele afirmou que os médicos vão cumprir o prazo exigido por lei.

A categoria também aprovou na assembleia a elaboração de documento sobre o movimento médico de Caruaru, que será encaminhado para o governo do Estado, Ministério Público Estadual, Tribunal de Justiça/PE, OAB-PE, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), além de organismos internacionais como a Anistia Internacional e a Organizaçao Internacional do Trabalho (OIT).




Fonte : Imprensa/Simepe



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