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SIMERS propõe medidas para ampliar estrutura hospitalar e número de médicos


Foto: Imprensa FENAM
SIMERS propõe medidas para ampliar estrutura hospitalar e número de médicos
Argollo: "Vivemos o caos na Saúde"


23/07/2009
O presidente do Sindicato Médico do RS (SIMERS), Paulo de Argollo Mendes, defendeu ampliação urgente da estrutura hospitalar do Estado e de médicos para dar conta da demanda da nova gripe. Argollo propôs que o Grupo Hospitalar Conceição (GHC) assuma o Hospital Luterano, pertencente à Ulbra, para reabertura imediata da unidade com 120 leitos.

Argollo formaliza ao Ministério Público nesta quinta-feira, 23, às 10h a promotoria Marinês Assmann, pedido para que sejam firmados Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) com prefeituras para pagar piso nacional de médicos (R$ 7 mil) aos profissionais a serem contratados na assistência à demanda da gripe. Argollo estima que sejam necessários mais cem médicos para dar conta da necessidade.

A reabertura do Luterano, pedido formalizado na manhã de hoje à superintendente do grupo, Jussara Cony. Ela disse que levará a proposta à reunião do Conselho de Administração do grupo na sexta, em Brasília, e ao ministro da Saúde, José Gomes Temporão. O SIMERS também busca audiência com Temporão para ampliação de recursos e de estrutura para atendimento. "Porto Alegre e Interior mostram deficiências graves. Prova que não houve preparo para uma epidemia que já se anunciava em maio".

Segundo Argollo, Jussara ressaltou que a capacidade de atendimento do Conceição esgotou. Dados do Ministério da Saúde indicam que a redução de leitos hospitalares chegou a 32,1% entre 1993 e 2009. De 8.698 leitos em 1993 a rede de leitos públicos passou a 5907. No Estado, o corte chegou a 30,4%, passando de 34 mil vagas para 23.670 este ano. O SIMERS detecta o impacto na falta de leitos para internação e de profissionais para atuar dentro dos hospitais, em prontos atendimentos e postos de saúde. "Vivemos o caos na saúde. Aumentam os casos de doentes e pessoas com suspeita de ter a nova gripe. A situação piorará", alerta.

O SIMERS também defende que o Hospital de Clínicas assuma o Hospital Independência, posição já manifestação. Segundo Argollo, acordo recente entre ULBRA e Fazenda Nacional permite que bens da universidade sejam repassados à União em pagamento a dívidas. “A situação é muito grave, com emergências superlotadas e aumento da gravidade dos casos. Temos de agir. Não podemos tolerar que dois hospitais continuem fechados”.

A situação:
Médicos alertam para gravidade dos casos da nova gripe, evolução mais rápida e falta de estrutura para internação (leitos e médicos). A situação envolve Capital e todas regiões do Estado que apresentam mais incidência

Capital: agrava a superlotação de hospitais referência e nos Prontos Atendimentos da Capital. Vistorias do SIMERS desde sábado no PA da Lomba do Pinheiro e na Vila Cruzeiro do Sul constataram super demanda e falta de médico. Na Lomba, falta de médico foi alertada há três meses pelo SIMERS.

PACS: emergência pediátrica suspendeu as consultas na manhã de hoje devido à superlotação. Estavam atendendo pacientes que haviam chegado ontem (com 12 a 14 horas de espera). São 18 leitos de observação, com 20 crianças baixadas. Na madrugada chegou a ter 27.Dois consultórios foram fechados para internar crianças. Só estão atendendo emergências. População é orientada a ir para casa ou a postos.

Falta de leitos: Dados do Ministério da Saúde indicam que a redução de leitos hospitalares chegou a 32,1% entre 1993 e 2009. De 8.698 leitos em 1993 a rede de leitos públicos passou a 5907. No Estado, o corte chegou a 30,4%, passando de 34 mil vagas para 23.670 este ano.

As medidas: Reabertura urgente dos dois hospitais da ULBRA em Porto Alegre (Luterano e Independência). SIMERS formalizou, na manhã de hoje, proposta ao GHC para que a instituição assuma o Luterano. O Clínicas já manifestou interesse em reabrir o Independência (O sindicato também está em contato com o hospital). Os dois estabelecimentos somam leitos. Acordo recente da ULBRA com a Fazenda Nacional permite que bens sejam usados para abater dívidas. Superintendente do GHC levará proposta ao Conselho de Administração do grupo, em Brasília, nesta sexta.

Ministério Público: pedido para que sejam firmados Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) com prefeituras para pagar piso nacional de médicos (R$ 7 mil) aos profissionais a serem contratados na assistência à demanda da gripe. Hoje prefeitura de Porto Alegre oferece R$ 1,34 mil por 30 horas e não consegue médicos.
Fonte : Imprensa Simers



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