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Precarização do trabalho médico em Petrolina: FENAM apoia movimento do Simepe


Foto: Alexandre Vieira
Precarização do trabalho médico em Petrolina: FENAM apoia movimento do Simepe
"Mais uma vez, Pernambuco dá o exemplo e vai à luta", diz Argollo


24/04/2009
"Mais uma vez, Pernambuco dá o exemplo e vai à luta". O comentário é do presidente da FENAM, Paulo de Argollo Mendes, sobre o movimento organizado pelo Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) no município de Petrolina, cuja crise na saúde pode fazer com que os
hospitais Dom Malan e do Trauma interrompam suas atividades por falta de financiamento e pela precarização do trabalho médico. O presidente do Simepe, Antônio Jordão, quer o apoio da FENAM e de outros sindicatos médicos do país no sentido de conscientizar a categoria para a não adesão a contratos de trabalho ou propostas que não correspondem à realidade. Argollo afirmou que a Federação apoia o Simepe e está "pronta para ser acionada".

Segundo informações da diretoria do Simepe, os cirurgiões, ortopedistas, clínicos e bucomaxilofaciais do Dom Malan apresentaram aviso prévio, cujo prazo termina nesta sexta-feira (24/04). Em seguida, são os obstetras aue vão entrar com aviso prévio. Além disso, os contratos de todos os anestesistas se encerra no dia primeiro de maio.

De acordo com o presidente do Simepe, Antonio Jordão, há 15 anos os vínculos de trabalho da prefeitura de Petrolina são precarizados. Não há concurso público e não há carreira (como a dos juízes, promotores, militares e outras). "Será por que o trabalho do médico é menos importante?. Não tem salário estável e uniforme, não tem direito a férias e nem 13º salário, FGTS ou fundo previdenciário, não pode ficar doente e nem se aposentar. Perguntar não ofende: a lei proíbe a terceirização de atividade fim ou não?", questionou o dirigente.

CONTRATOS INFORMAIS

Antônio Jordão disse que os contratos dos médicos são informais, “de boca”, através de firmas, cooperativas, organizações sociais. Atualmente, a prefeitura possui uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mais dois hospitais - um geral ( trauma) e um materno-infantil (Dom Malam) – o que significa três unidades de saúde sob a responsabilidade do município. Porém, os dois hospitais tem perfis de regional, estadual ou poliestadual.

O presidente do Simepe voltou a cobrar a construção de hospitais do Estado e do Ministério da Saúde ou o apoio financeiro do governo federal para a região. "São Paulo e o Sul recebem mais recursos per capta do que os nordestinos. Por essa falta de responsabilidade com a saúde, quem paga a conta? Como sempre, a população e os médicos. Todos precisam ter atendimento médico de qualidade. Afinal, a coisa mais preciosa que temos é a vida," enfatizou.

TRATAMENTO INJUSTO

Segundo Jordão, em vez de resolver a situação de uma vez por todas, o prefeito Júlio Lóssio prefere a manutenção do regime iníquo que hoje é dispensado aos médicos. "Ele ameaça trazer profissionais de outros estados (Bahia, Minas Gerais e Tocantins), pisa nos médicos, nega seus direitos sociais mais elementares. Ao invés de tratamento justo, chicote e afronta; ao invés da Constituição respeitada, ela é ultrajada em Petrolina," afirmou o presidente do Simepe.

Ao longo dos últimos quatro meses, a diretoria do Simepe vem discutindo com o prefeito Júlio Lossio e o secretário municipal de Saúde, José Mendes, uma série de demandas da pauta de reivindicações da campanha de negociação/2009, como por exemplo a remuneração de diarista, do plantonista, do plantonista do Samu, das gratificações e da produção médica.

O médico e sindicalista defendeu que o paciente precisa ser bem atendido e o médico precisa ser bem tratado. "Precisamos cuidar de quem cuida das pessoas. O prefeito Júlio Lóssio pode não precisar dos médicos, mas o povo precisa!", finalizou.
Fonte : Imprensa/Simepe e Imprensa/Fenam



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