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Médicos da ULBRA decidem parar de atender e pedem saída de reitor



15/04/2009
Assembléia geral dos médicos da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), na noite desta terça, 14/04, no Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS), aprovou a suspensão, em 72 horas, do atendimento ao público, por conta da falta de condições mínimas para o exercício da medicina nos hospitais Universitário (Canoas) e Independência e Luterano (Porto Alegre). A medida será comunicada oficialmente pelo SIMERS, na tarde desta quarta-feira, 15/04, ao Conselho Regional de Medicina (CREMERS). Também nesta quarta, o SIMERS protocola no Ministério Público Federal (MPF) pedido para afastamento do reitor Ruben Becker e todos os seus assessores e diretores.

O cancelamento do atendimento médico só não ocorrerá caso o CREMERS indique que há condições para prestar a assistência sem colocar em risco a vida de pacientes. "Hoje os médicos vivem uma situação insustentável. Estão em hospitais sem estrutura que assegure a vida dos pacientes, muitos deles internados ou atendidos pelos serviços de emergência", justificou o presidente do SIMERS e da FENAM, Paulo de Argollo Mendes. Em 72 horas, se o Conselho não se manifestar, os médicos suspenderão seu trabalho. A situação é prevista no artigo 23 do Código de Ética Médica - se recusar a atender na falta de condições ao exercício médico ou ante risco à vida de pacientes.

Argollo defende que o afastamento da direção da instituição é urgente ante "a falta de transparência e credibilidade e ameaça à manutenção da universidade". O presidente do Sindicato espera que a Justiça indique um interventor para fazer a gestão e buscar solução para a grave crise. Estima-se em mais de R$ 2 bilhões a dívida da universidade, principalmente com impostos. Todos os bens da instituição teriam sido penhorados.

O Sindicato solicitará imediatamente audiência com os prefeitos de Canoas (Jairo Jorge) e de Porto Alegre (José Fogaça), além do governo estadual, para que sejam adotadas ações imediatas para disponibilizar os hospitais ao atendimento da população. Medida também será pedida ao Ministério da Saúde. "O HU e o Independência são cruciais para o SUS (Sistema Único de Saúde) e recebiam entre 60% e 80% de pacientes do setor público", lembrou Argollo. O Independência é o segundo maior hospital em traumato-ortopedia do RS.

Em Canoas, o HU está com mais de 95% da estrutura parada - fecharam as emergências adulta e pediátrica (desde fevereiro), bloco cirúrgico (falta material e anestesista), UTI adulta não recebe mais pacientes, a UTI neonatal também fechou para mais bebês (mantinha seis nenês nesta terça) e o centro obstétrico fechou. O Independência está fechado, com dois pacientes internados e recebendo escassos retornos de pacientes no ambulatório para avaliação pós-cirúrgica. O Luterano mantém apenas o Pronto Atendimento, mas com estrutura de internação e cirurgia paradas. O Hospital Mario Totta, de Tramandaí, está operando, pois convênio entre Estado, municípios e a ULBRA prevê R$ 300 mil mensais para funcionar.

A assembléia no SIMERS mostrou que os médicos prestadores de serviço nos hospitais estão sem receber remuneração desde outubro do ano passado. Não se conhece hoje o número de profissionais que mantém vínculo com a Ulbra – eram mil antes de estourar a crise em outubro, mas dezenas já denunciaram contratos e deixaram de atender. Os serviços do Ulbra Saúde estão precários na unidade central, em Porto Alegre. O pagamento de 50% do salário dos médicos de janeiro e de 100% do de março não ocorreu ainda. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) espera em 30 dias um projeto para recuperação do plano.
Fonte : Imprensa/Simers



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