Sindicatos Médicos:

 
Você não está logado
Entrar | Cadastrar

PA: entidades médicas promovem manifestação no Dia Mundial da Saúde



01/04/2009
O Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa), Conselho Regional de Medicina (CRM-PA) e a Sociedade Médico-Cirúrgica do Pará (SMCP) promovem manifestação pelo Dia Mundial da Saúde, comemorado em cinco de abril. O evento será realizado na Praça da República, em Belém. A concentração está marcada para as 9 horas, em frente ao Theatro da Paz. Haverá distribuição de camisetas e de manifesto, mostrando a preocupação das entidades com a condução e os rumos da saúde pública nos municípios do Pará, especialmente na região da Grande Belém.

O manifesto também abordará a importância da defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), a implantação do Pacto Pela Saúde e a criação de planos estadual e municipal de saúde, que esclareçam as ações públicas no setor, além da luta por uma cultura de paz e justiça social para todos.

Para a diretoria do Sindmepa, nos últimos 14 anos os avanços na área de saúde foram centralizados em serviços de média e alta complexidades, com a construção de hospitais regionais, mas o mesmo não ocorreu na área da Atenção Básica, na qual não houve progresso. 'A Atenção Básica é a porta de entrada do SUS e atua na promoção e prevenção da saúde, o que evita a superlotação dos hospitais', comentou o médico João Gouveia, diretor do Sindmepa.

SUS

Há 20 anos, foi criado o Sistema Único de Saúde (SUS), um ambicioso programa social com o intuito de modificar a realidade da histórica desigualdade social, trazendo consigo uma mudança radical: a saúde como direito a ser garantido pelos princípios da universalidade, integralidade, equidade, descentralização e participação social.

Para o diretor do Sindicato dos Médicos, Waldir Cardoso, o SUS é uma das maiores conquistas da sociedade brasileira, fruto de um longo processo de acúmulo e lutas sociais envolvendo movimentos populares, trabalhadores da saúde, usuários, gestores, intelectuais, sindicalistas e militantes dos mais diversas redes sociais. 'Hoje, o SUS constitui a mais importante e avançada política social em curso no país. Seu caráter público, universal, igualitário e participativo serve como exemplo para as demais áreas sociais', comentou o dirigente.

Violência

A violência não escolhe cor, raça, religião ou classe social; não é só um problema de polícia e nem de pobre, é um grave problema social e de saúde pública, visto que mais de 30% das verbas do SUS são utilizados para o atendimento a vítimas da violência.

Três médicos foram assassinados em três anos e 15 pediram demissão por não se sentirem seguros para trabalhar em bairros de Belém com alto índice de violência. 'Não há mais bairro nobre ou periferia. Seja em consultórios no centro ou nas unidades de saúde dos bairros mais afastados, corremos sempre o mesmo perigo', afirma o diretor do Sindmepa, Wilson Machado.

Segundo os dirigentes do Sindicato dos Médicos, para se resolver essas questões são necessárias ações concretas dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além da contribuição imprescindível da sociedade, cobrando e lutando por melhorias em todas as áreas sociais. 'Por isso, contamos com a participação de toda a sociedade, movimentos populares e entidades que também buscam melhorias sociais', concluiu João Gouveia.

Fonte : Imprensa/Sindimepa, com edição de Denise Teixeira



Avalie este conteúdo
Se você achou esse conteúdo interessante deixe seu voto clicando no botao "gostei". Os conteúdos melhor avaliados ficam em destaque para os outros usuários.


Este conteúdo tem 1385 visitas

Para votar, você precisa estar logado no site.


Comentários


Deixe seu comentário






Digite as letras que você vê na imagem ao lado:



Interatividade
Nossos canais na Web 2.0
 
Informativo eletr�nico
Cadastre-se e receba por email as not�cias da









Caso seja mais de um amigo, separe os emails por vírgula.

Para votar, você precisa estar logado no site.


Desenvolvimento: RBW Comunicação |
© Federação Nacional dos Médicos - FENAM (2008)